Um golpe do falso advogado causou prejuízo de R$ 29.172 a um homem de 60 anos em Alto Paraíso, no noroeste do Paraná.
A Polícia Militar atendeu a ocorrência na sexta-feira (21), por volta do meio-dia. A vítima procurou o Destacamento Policial Militar após perceber o golpe.
Segundo o relato apresentado aos policiais, criminosos entraram em contato por um aplicativo de mensagens.
Durante a conversa, os suspeitos afirmaram representar o Judiciário e informaram sobre o suposto encerramento de uma ação judicial.
A história convenceu a vítima. Em seguida, os golpistas passaram orientações para que ela acessasse o aplicativo bancário.
Depois de seguir as instruções, o homem realizou nove transferências por meio do Pix.
As operações totalizaram R$ 29.172 e foram direcionadas para uma conta indicada pelos criminosos.
A vítima percebeu posteriormente que havia caído em um golpe. Então, procurou a Polícia Militar para registrar a ocorrência.
A equipe policial prestou as orientações necessárias e registrou o Boletim de Ocorrência.
Além disso, os policiais encaminharam a documentação para a Delegacia de Polícia Civil de Xambrê.
A unidade dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime.
O golpe registrado em Alto Paraíso apresenta uma estratégia comum entre fraudes que exploram informações sobre processos judiciais.
Nesse tipo de abordagem, criminosos afirmam representar advogados, escritórios ou instituições ligadas à Justiça.
Depois, apresentam uma suposta atualização processual e criam uma situação que exige uma ação imediata da vítima.
A promessa pode envolver liberação de valores, encerramento de processos ou recebimento de indenizações.
Em seguida, os criminosos solicitam transferências, dados pessoais ou acesso a aplicativos bancários.
Por isso, qualquer contato inesperado sobre processos judiciais exige confirmação por canais oficiais.
Quem receber uma ligação ou mensagem sobre um processo deve evitar realizar qualquer transferência imediatamente.
O primeiro passo consiste em confirmar a informação diretamente com o advogado responsável pelo processo.
Caso a pessoa não tenha advogado, também pode procurar o tribunal ou órgão responsável por meio dos canais oficiais.
Além disso, o consumidor não deve seguir instruções de desconhecidos dentro do aplicativo bancário.
Senhas, códigos de autenticação e dados bancários também nunca devem ser compartilhados.
Outro cuidado importante envolve links enviados por mensagens. O ideal consiste em acessar diretamente os sites oficiais, sem utilizar endereços fornecidos pelos suspeitos.
As transferências via Pix acontecem rapidamente. Por isso, o usuário precisa conferir cuidadosamente os dados antes de confirmar qualquer operação.
Nome do destinatário, instituição financeira e valor devem passar por uma conferência antes da conclusão.
Se alguém pressionar pela realização imediata de uma transferência, a situação merece atenção redobrada.
Além disso, pedidos de pagamento para liberar supostos valores judiciais representam um forte sinal de alerta.
No caso registrado em Alto Paraíso, os criminosos conseguiram convencer a vítima a realizar nove operações.
O prejuízo chegou a R$ 29.172, mostrando o impacto que uma abordagem fraudulenta pode causar em poucos minutos.
Após o atendimento da Polícia Militar, a documentação seguiu para a Delegacia de Polícia Civil de Xambrê.
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