O golpe do falso apresentador causou um prejuízo de R$ 15 mil a uma moradora de Douradina, no noroeste do Paraná. A Polícia Militar atendeu a ocorrência na tarde desta quarta-feira (5), após a vítima procurar ajuda e relatar que havia sido enganada por um estelionatário.
Segundo a corporação, a vítima, de 64 anos, recebeu uma mensagem por aplicativo. O criminoso utilizava a identidade falsa de um conhecido apresentador de televisão para convencê-la de que havia conquistado um prêmio de R$ 50 mil.
Durante a conversa, o golpista afirmou que a mulher precisava seguir alguns procedimentos bancários para liberar o suposto prêmio. Com isso, ele conquistou a confiança da vítima e passou a orientar cada etapa da operação.
Conforme o boletim da Polícia Militar, a idosa realizou, inicialmente, uma transferência de R$ 15 mil entre contas de sua própria titularidade, conforme orientação do criminoso.
Na sequência, o estelionatário informou que seria necessário concluir mais uma etapa para receber o prêmio. Então, ele enviou uma chave Pix e convenceu a vítima a transferir R$ 15 mil para a conta indicada.
Somente depois da operação a mulher percebeu que havia caído em um golpe. Ao questionar o suposto apresentador sobre o desaparecimento do dinheiro, o criminoso encerrou a ligação imediatamente e bloqueou o contato.
Como resultado, a vítima perdeu R$ 15 mil.
Após receber o relato, a equipe do Destacamento da Polícia Militar de Douradina prestou todas as orientações necessárias.
Além disso, os policiais explicaram os procedimentos para contestação da transferência junto às instituições financeiras, na tentativa de recuperar os valores movimentados pelos criminosos.
Em seguida, a equipe registrou o Boletim de Ocorrência Unificado e encaminhou o caso à 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, que ficará responsável pelas investigações.
A Polícia Militar alerta que criminosos utilizam nomes de apresentadores de televisão, artistas, empresas e instituições conhecidas para dar aparência de credibilidade às fraudes.
Além disso, os golpistas costumam informar que a vítima ganhou prêmios, sorteios ou benefícios, mas exigem pagamentos ou transferências para liberar os valores.
Por isso, a orientação é desconfiar de qualquer contato que solicite depósitos, Pix ou informações bancárias como condição para receber prêmios. Antes de realizar qualquer transferência, o consumidor deve confirmar a veracidade da informação pelos canais oficiais da empresa ou da instituição citada e, em caso de suspeita, comunicar imediatamente a polícia e o banco responsável pela conta.
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