O vereador Marcelo Concencio Zaia, conhecido como Marcelo Gaúcho, conquistou a liberdade nesta sexta-feira, 17. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) acatou recurso dos advogados do parlamentar. Os defensores Lincoln Matheus Santos de Lima e José Marcelo de Jesus entraram com Habeas Corpus em Curitiba. O desembargador Kennedy Josue Greca de Mattos proferiu a decisão na tarde de quinta-feira, 16.
A princípio, a defesa alegou falta de fundamentação na prisão preventiva. Os advogados também destacaram a condição de saúde do vereador que faz uso de medicamento contínuo para depressão, além disso, há suspeita de câncer de pele. Outro ponto relevante envolve sua filha menor, a adolescente tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e depende do suporte financeiro do pai.
O magistrado, contudo, não aceitou o pedido de prisão domiciliar, já que lei exige comprovação de debilidade extrema do paciente. A condição não ficou demonstrada nos autos. Por outro lado, o desembargador entendeu que a preventiva era desnecessária e substituiu a segregação por medidas cautelares diversas.
Zaia terá de cumprir três condições rigorosas. A Justiça o proibiu de manter contato com os demais investigados, também deve comparecer a todos os atos do processo quando intimado, e, por fim, o vereador usará tornozeleira eletrônica. O descumprimento de qualquer medida implicará prisão imediata.
A Polícia Civil do Paraná deflagrou a Operação Big Fish no dia 7 de abril quando os agentes cumpriram mandados de prisão e busca em várias cidades. A força-tarefa também contou com apoio da Polícia Civil de Goiás. O objetivo principal é desmantelar uma organização criminosa especializada em jogos de azar. A investigação mira casas de apostas ilegais e lavagem de dinheiro em todo o país.
A operação prendeu duas figuras políticas importantes. O presidente da Câmara de Cianorte, Vitor Hugo Davancio, também caiu na rede. Em seguida, os policiais capturaram Marcelo Concencio Zaia em sua própria residência. Os agentes realizaram buscas no local e recolheram provas relevantes. A Delegacia de Cianorte coordenou as diligências no Paraná. A Polícia Civil de Valparaíso (GO) prestou apoio logístico.
Os detidos e o material apreendido seguiram para os procedimentos de polícia judiciária. A Operação Big Fish continua em andamento. Assim, a polícia espera identificar outros membros da rede criminosa. Enquanto isso, Marcelo Gaúcho aguarda as investigações em liberdade, mas sob vigilância eletrônica.
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