O setor agropecuário brasileiro encerra a semana com otimismo. Este sentimento é impulsionado pelas cotações em alta e pela expectativa de uma safra recorde de soja. Adicionalmente, o recente relatório Estimativas Mundiais de Oferta e Demanda Agrícola (WASDE), divulgado pelo USDA, trouxe informações cruciais. Elas reforçam as boas condições da colheita e as projeções positivas para o país. Fernando Westphal, gerente do Departamento de Operações e Mercado da C.Vale, detalha o cenário atual. Ele destaca, assim, os movimentos da soja, do milho e a estabilidade do dólar.
As cotações da soja registraram elevação na última semana. Houve um acumulado de praticamente 2% de alta. Principalmente, esse aumento foi impulsionado pela retomada das compras chinesas de soja americana. Consequentemente, este movimento no mercado internacional oferece um suporte significativo aos preços.
O relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou um dado histórico para o Brasil. A safra brasileira de soja deve atingir 180 milhões de toneladas neste ano. Este volume, por sua vez, configura um recorde de produção.
No mercado interno, o preço da soja manteve-se estável. Isso ocorreu especificamente na área de atuação da cooperativa C.Vale, no Paraná. A cotação final, na última sexta-feira, foi de R$ 113,00 por saca.
As cotações do milho na bolsa de Chicago também apresentaram alta, com um aumento de 1,14% no acumulado da última semana. Contudo, o volume de negócios relacionado ao milho foi baixo, com um maior volume de ofertas concentrado no Rio Grande do Sul, onde a colheita do milho verão já ultrapassa 85%.
A boa produção das lavouras nas demais regiões e o avanço da colheita da soja abrem espaço para o plantio do milho safrinha. Em nível nacional, o plantio da safrinha já está acima de 27%, embora esse número esteja ligeiramente atrasado em comparação com o mesmo período do ano passado, quando já se encontrava acima de 39%.
Na área de atuação da C.Vale, o milho apresentou uma alta de R$ 1,00 por saca no acumulado da semana, encerrando a última sexta-feira cotado a R$ 51,00 por saca (preço base Palotina).
A moeda americana apresentou um comportamento estável na última semana, oscilando na faixa de R$ 5,22 a R$ 5,25. Esses movimentos foram influenciados principalmente por ajustes técnicos e a busca por proteção antes do feriado de Carnaval.
Apesar da variação semanal moderada, o dólar encerrou a última sexta-feira em alta frente ao Real. Este movimento ocorre após um período recente em que a moeda americana atingiu os níveis mais baixos dos últimos dois anos, indicando uma recuperação.
O panorama geral do mercado agropecuário, com a soja em destaque e o milho acompanhando as tendências de alta, combinado com a estabilidade do dólar, projeta um cenário favorável para os produtores e para a economia do agronegócio brasileiro neste início de 2026.
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