Ouça aqui:

Clima atual

Goioerê/PR

--º

--º

BRASIL

Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan enquanto investiga casos graves

Vacina foi suspensa após investigação de 42 eventos adversos graves, incluindo duas mortes

Redação 104 News

Redação 104 News

Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan enquanto investiga casos graves
Foto: João Risi/MS

Compartilhe:

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina contra a dengue do Instituto Butantan nesta segunda-feira (8). A medida vale para todo o país e foi adotada de forma preventiva.

Eventos adversos graves registrados

Autoridades investigam 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três pacientes apresentaram quadros graves, incluindo duas mortes. Portanto, o Ministério optou pela suspensão como medida de precaução.

A vacina integrou o Sistema Único de Saúde (SUS) este ano. Desde então, profissionais da atenção primária à saúde receberam mais de 500 mil doses em diferentes regiões.

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as informações em primeira mão

Segurança não está comprometida

A suspensão não significa que a vacina seja insegura ou ineficaz. Aliás, o governo federal informou que segue os protocolos de monitoramento padrão para todos os imunizantes usados no Brasil.

Especialistas analisarão cada caso registrado. Assim, eles verificarão se existe relação entre a vacina e os eventos adversos.

Orientações para vacinados

Pessoas que já receberam o imunizante não precisam tomar medidas adicionais. O Ministério recomenda comunicar qualquer sintoma incomum a uma unidade de saúde.

Outras vacinas continuam

A suspensão afeta apenas a vacina do Butantan. Enquanto isso, a Qdenga, produzida pela Takeda e também usada pelo SUS, continua sendo aplicada normalmente.

Como foi o processo de aprovação da vacina?

O Instituto Butantan trabalhou no desenvolvimento da vacina por aproximadamente 20 anos. A instituição licenciou a tecnologia-semente do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

Pesquisadores realizaram estudos clínicos de fase 1, 2 e 3, conforme os protocolos vigentes. Mais de 11 mil voluntários receberam a vacina e participaram de acompanhamento por 5 anos. Dessa forma, os pesquisadores verificaram eficácia e segurança.

Com esses dados em mãos, a Anvisa autorizou a produção e comercialização da vacina em dezembro de 2025. Além disso, a vacina apresentou eficácia geral de 65% contra a doença e eficácia de 80,5% para casos mais graves.

Leia todas as informações complementares clicando aqui.

Compartilhe:

Links úteis

Participe do nosso grupo no WhatsApp

Siga-nos nas Redes sociais

MAIS LIDAS