POLICIAL

Operação Raio X mira esquema de fraudes em licitações de hospital universitário

A Operação Raio X mobilizou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta quinta-feira (9). A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações do Hospital Universitário de Cascavel.

Os mandados foram executados de forma simultânea em Cascavel, Maringá, Curitiba, Marialva e Londrina, no Paraná, além de Aquiraz, no Ceará. As ordens judiciais partiram da 4ª Vara Criminal da Comarca de Cascavel.

Investigação apura fraude em contratos de manutenção

A operação corresponde à segunda fase da Operação Raio X. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), a investigação apura os crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa e corrupção passiva.

De acordo com o Gaeco, o grupo investigado teria manipulado concorrências públicas destinadas à contratação da empresa responsável pela manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos radiológicos do Centro de Imagens do Hospital Universitário de Cascavel.

Além disso, os agentes apreenderam documentos e mídias digitais durante o cumprimento dos mandados. Agora, o material passará por perícia técnica e análise para reforçar as provas já reunidas e ampliar a apuração dos fatos.

Grupo teria manipulado preços das licitações

Conforme as investigações, os envolvidos atuavam ainda na fase interna dos pregões eletrônicos. Para isso, elaboravam orçamentos fictícios e preenchiam cotações prévias com valores previamente ajustados.

Dessa forma, o grupo elevava artificialmente o preço de referência utilizado nos editais. Como consequência, criava condições para favorecer uma empresa específica durante o processo licitatório.

Empresas simulavam concorrência

Na fase externa das licitações, as empresas participantes do suposto conluio deixavam de disputar efetivamente os lances.

Assim, a empresa previamente favorecida era declarada vencedora com descontos mínimos e valores muito próximos ao teto previsto pela administração pública.

Segundo o Gaeco, essa estratégia reduzia a competitividade do certame e garantia contratos em condições vantajosas para o grupo investigado.

Servidor público teria recebido vantagens indevidas

As investigações também apontam que o esquema previa o pagamento de vantagens indevidas a um servidor público.

De acordo com o Ministério Público, o servidor exercia a função de chefe do Centro de Imagens e atuava como fiscal dos contratos firmados pelo hospital.

Além disso, os investigadores identificaram um padrão nas movimentações financeiras. Conforme a apuração, as transferências ocorriam em datas próximas aos pagamentos realizados pelo Hospital Universitário às empresas contratadas.

Por fim, o material apreendido será analisado pelo Gaeco e poderá subsidiar o avanço das investigações sobre a atuação dos envolvidos e a extensão do suposto esquema criminoso.

Leia também:

Redação 104 News

Recent Posts

Vacinação mobiliza UBS de Goioerê no Dia D

Vacinação mobiliza as UBS de Goioerê durante o Dia D, com presença do prefeito Pedro…

7 horas ago

Feira de Ciências aproxima famílias e escola em Goioerê

Feira de Ciências no CMEI Vila Nossa Senhora das Candeias, em Goioerê, promove aprendizado sobre…

7 horas ago

Família Sestac mantém legado e transforma sonho em sucesso em Goioerê

Família Sestac preserva a história de pioneirismo em Goioerê e transforma antigo sonho de Antonio…

15 horas ago

Vereador cobra agilidade na entrega de cestas básicas

Cestas básicas entram no debate da Câmara de Goioerê, com vereador cobrando informações sobre prazos,…

17 horas ago

Moradores aguardam resposta sobre entrega de conjunto habitacional em Goioerê

Câmara de Goioerê cobra da Prefeitura informações sobre cronograma, investimentos e fiscalização do Conjunto Habitacional…

17 horas ago

Golpe do falso advogado causa prejuízo de R$ 29 mil

Golpe do falso advogado causa prejuízo de R$ 29.172 a homem de 60 anos na…

21 horas ago