Operação Tanque Fantasma mira policial civil
Operação Tanque Fantasma cumpre mandados em Cianorte contra policial civil e empresários por peculato, receptação e associação criminosa.

A Operação Tanque Fantasma começou nesta quinta-feira, 15 de outubro, em Cianorte. O Gaeco de Umuarama, do Ministério Público do Paraná, atuou com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil. A ação apura peculato, receptação qualificada e associação criminosa. Além disso, investigadores apontam a participação de um policial civil. Ele é ex-superintendente da 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. Empresários dos ramos de combustíveis e autopeças também são alvos.
Mandados e medidas judiciais

A operação busca cumprir dez mandados de busca e apreensão. Também executa seis mandados de busca pessoal e um de prisão preventiva. Todos ocorrem em Cianorte, no Noroeste do estado. O Juízo das Garantias da Vara Criminal de Cianorte expediu as ordens. Dessa forma, o Judiciário determinou o bloqueio de ativos financeiros. Também impôs a indisponibilidade de dois imóveis. Além disso, autorizou o afastamento do sigilo de dados em dispositivos apreendidos. Por fim, suspendeu a posse e o porte de armas do policial. A Justiça também ordenou o recolhimento dos itens funcionais dele.
Fraudes no abastecimento
As investigações apontam dois esquemas criminosos distintos. No primeiro, o policial teria simulado abastecimentos de viaturas oficiais. Para isso, ele usaria cartões de frota no pagamento de combustíveis não fornecidos. A análise dos registros de abastecimento cruzou dados com auditorias e exames periciais. Consequentemente, os peritos encontraram inconsistências nas quilometragens. Também identificaram fortes indícios de adulteração no hodômetro de uma viatura. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 42.321,47. Por isso, essa frente da apuração reforça a suspeita de peculato.
Peças de veículos apreendidos
A segunda frente investiga a subtração de peças e componentes de veículos apreendidos. Esses veículos estavam sob a custódia da Polícia Civil. Segundo as diligências, empresários do ramo de autopeças e desmanches teriam receptado o material. Assim, os investigadores buscam individualizar a conduta de cada envolvido. Durante a operação, as equipes apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e outros itens. Peritos analisarão esses materiais nos próximos dias. O objetivo é aprofundar os fatos e identificar todos os participantes do esquema. A Corregedoria acompanha o caso em paralelo.

Desdobramentos
O Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil seguem com a investigação. A Operação Tanque Fantasma reúne esforços contra desvio de recursos públicos. Também combate a receptação de bens apreendidos. A Justiça determinou medidas para preservar provas e evitar novos prejuízos. Dessa forma, os envolvidos podem responder por peculato, receptação qualificada e associação criminosa. Até o momento, as autoridades não divulgaram o nome dos investigados. O caso corre em segredo de justiça.
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