A Petrobras reduziu o preço do querosene de aviação (QAV) em 14,5% nesta quarta-feira (1º). Com isso, o combustível ficou R$ 0,81 mais barato por litro nas vendas para as distribuidoras. A estatal realiza o reajuste sempre no início de cada mês.
Com a redução, o litro do QAV nas refinarias da Petrobras passou a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93.
Segundo a companhia, a queda ocorreu porque diminuíram os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais dos derivados de petróleo. Dessa forma, o mercado voltou a registrar maior estabilidade.
Apesar da redução anunciada em julho, o querosene de aviação continua mais caro do que no fim de 2025.
De acordo com a Petrobras, o combustível acumula alta de 40,5% neste ano. Na prática, isso representa um aumento de R$ 1,39 por litro.
A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã provocou fortes impactos na cadeia global do petróleo. Além disso, o bloqueio do Estreito de Ormuz reduziu a oferta internacional da commodity.
Antes da crise, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pela região. Por isso, a restrição elevou os preços dos combustíveis no mercado internacional.
Mesmo com a produção nacional de petróleo, o Brasil acompanha essas oscilações. Afinal, o petróleo e seus derivados têm preços definidos pelo mercado internacional.
A redução anunciada em julho representa o segundo recuo seguido no preço do QAV.
Em abril, a Petrobras elevou o combustível em 55%. Em seguida, a estatal aplicou outro aumento de 18% em maio. Depois disso, reduziu o preço em 14,2% durante junho e, agora, promoveu novo corte de 14,5%.
Além disso, a melhora nas condições do mercado permitiu ao governo federal iniciar a retirada gradual dos subsídios concedidos às empresas produtoras e importadoras de combustíveis.
A Petrobras vende o querosene de aviação às distribuidoras, que compram o combustível produzido nas refinarias ou importado pela companhia.
Na sequência, as distribuidoras transportam o produto e abastecem companhias aéreas, operadores de helicópteros e outros consumidores nos aeroportos.
Atualmente, a Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional de QAV. No entanto, o mercado permanece aberto à concorrência, o que permite a atuação de outras produtoras e importadoras.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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