Na noite de 5 de janeiro de 2026, o pai de uma jovem compareceu à Delegacia de Polícia de Iporã para registrar boletim de ocorrência. Ele relatou que não tinha notícias da filha desde 28 de dezembro e havia perdido contato telefônico com ela. Além disso, informou que o ex-companheiro da vítima teria ido buscá-la em sua residência, não sendo mais possível estabelecer comunicação desde então.
No dia seguinte, 6 de janeiro, a Polícia Civil iniciou diligências e levantou informações sobre o caso. Como resultado, os agentes chegaram ao endereço do ex-companheiro, identificado como D.O. O investigado utilizava tornozeleira eletrônica devido a medida protetiva anterior, aplicada em procedimento de violência doméstica com base na Lei Maria da Penha.
Ao ser abordado, o suspeito afirmou inicialmente que a vítima não estava na residência. Contudo, após conversa com os policiais, admitiu que ela se encontrava em um dos quartos. Assim, os agentes entraram no imóvel e resgataram a jovem, encaminhando-a imediatamente à Delegacia de Polícia para receber atendimento adequado.
Em ambiente seguro, a vítima relatou que vinha sendo ameaçada pelo investigado. Além disso, contou que o autor havia quebrado seu telefone celular e a impedia de sair da residência. Também afirmou que não conseguia manter contato com seus pais, situação que caracterizava cárcere privado.
Diante das evidências, os policiais deram voz de prisão ao autor pelos crimes de cárcere privado e ameaça. Logo depois, ele foi conduzido à autoridade policial para adoção das medidas legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça que segue atuando na proteção das vítimas de violência doméstica e na responsabilização dos autores. Além disso, destaca que denúncias são fundamentais para interromper situações de risco e garantir segurança às vítimas.
Casos como este evidenciam a relevância da participação da comunidade na comunicação de desaparecimentos e ameaças. Por isso, o registro rápido de ocorrências permite que as autoridades ajam com eficiência, evitando consequências mais graves.
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