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POLÍTICA

Quem é Jeffrey Chiquini Deputado Federal mais votado da história do Paraná com 425 mil votos

Advogado do Novo, eleito na primeira disputa, superou a marca de Ratinho Junior de 2010 e lidera a bancada federal do estado a partir de 2027

Redação 104 News

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Quem é Jeffrey Chiquini Deputado Federal mais votado da história do Paraná  com 425 mil votos

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Jeffrey Chiquini (Novo) entrou para a história da política paranaense neste domingo (4). O advogado obteve 425.399 votos, o equivalente a 6,81% dos válidos, e se tornou o deputado federal mais votado do estado em toda a história.

O resultado superou o recorde anterior, que durava desde 2010. Naquela eleição, o atual governador Ratinho Junior, então no PSC, recebeu 358.924 votos para a Câmara dos Deputados.

Aos 36 anos, Chiquini disputou a primeira eleição de sua vida — e venceu com folga. Foram cerca de 155 mil votos a mais que o segundo colocado, o correligionário Guilherme Kilter.

“Estou indo para a guerra”

A frase resume o tom da vitória. Na noite da eleição, Chiquini declarou que “está indo para a guerra” e prometeu “combater a ditadura da toga” já como deputado eleito.

“Serei advogado de todos os paranaenses”, afirmou o recordista, ao se comprometer a representar o estado inteiro em Brasília, e não apenas seu eleitorado.

O discurso, aliás, não nasceu na campanha. Durante a corrida eleitoral, ele já se definia como um “soldado”: “Não estou indo para Brasília para ser político. Estou numa guerra, indo como um soldado para essa guerra para tentar arrumar o nosso Brasil”.

Quem é o novo recordista

Natural de Curitiba, Jeffrey Chiquini da Costa é casado e pai de dois filhos. Formado advogado desde 2013, é especialista em Direito Penal e Processo Penal e mestre na área. Além da advocacia, também leciona Direito Processual Penal na Escola da Magistratura Federal do Paraná.

Foi justamente a advocacia que o projetou nacionalmente. Chiquini atuou na defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O embate com o ministro Alexandre de Moraes durante o julgamento dos atos de 8 de janeiro transformou o então advogado em nome conhecido do público conservador.

A cruzada contra o STF

A principal bandeira do mandato já está definida: limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal. Na prática, Chiquini defende restringir a atuação da Corte ao julgamento de teses constitucionais, sem analisar casos de pessoas concretas — mudança que, segundo ele, reduziria em até 90% o volume de processos do tribunal.

O deputado eleito também quer o fim das decisões monocráticas e das liminares individuais. Pela proposta, todas as decisões passariam a ser tomadas de forma colegiada pelos ministros.

E vai além: Chiquini defende uma emenda constitucional que permita ao Congresso, por quórum qualificado, revisar decisões do STF que, na avaliação dele, contrariem a vontade do constituinte originário. Para o parlamentar, a medida reequilibraria os poderes e “fortaleceria o poder popular”.

Recursos para o Paraná e alinhamento com a direita

Outra frente prometida é a disputa por verbas federais. Segundo Chiquini, o governo Lula “não manda recurso” para o Paraná, e o estado se sustenta apenas com o próprio orçamento. Dessa forma, ele promete trazer recursos para hospitais, escolas, infraestrutura e o escoamento da produção do agro.

O alinhamento político, por sua vez, é explícito. Nas redes sociais, onde construiu grande parte da campanha, ele apoiou Flavio Bolsonaro (PL) à Presidência, Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná e Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) ao Senado.

O discurso contra a esquerda também é direto: “Para mim o PT tem que acabar. Para mim a esquerda é um gafanhoto que tem que acabar”, afirmou em entrevista durante a campanha.

Bens e campanha

Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Chiquini declarou R$ 6,415 milhões em bens. A campanha, por sua vez, recebeu R$ 2,219 milhões em recursos até o domingo (4), dos quais gastou R$ 886,5 mil.

A partir de 2027, o advogado que nunca havia disputado uma eleição assume o mandato com a maior votação individual da história do Paraná — e a promessa de transformar a Câmara dos Deputados em palco de embate com o Supremo.

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