O rádio segue vivo e extremamente relevante — especialmente entre o público jovem. Uma pesquisa da Edison Research (Share of Ear, 2025) revelou que, nos Estados Unidos — maior mercado de mídia do mundo —, o rádio FM/AM é cinco vezes mais consumido que o Spotify entre pessoas de 18 a 34 anos.
Assim, enquanto o rádio detém 45% do tempo de consumo de áudio com anúncios nessa faixa etária, o Spotify aparece com apenas 9%. A diferença é esmagadora.
Desta forma, os números derrubam de uma só vez dois discursos recorrentes:
①A narrativa de que o rádio não é ouvido pelos jovens. Os dados provam o contrário: a faixa de 18 a 34 anos é justamente onde o rádio mais se destaca.
② A ideia de que o Spotify é o líder absoluto em áudio. Apesar do crescimento do streaming, o rádio tradicional ainda domina quando o assunto é alcance e tempo de escuta.
“A diferença é gigantesca e não deixa margem para dúvida”, destaca o especialista Fernando Morgado, que repercutiu os dados em suas redes sociais.
Ademais, em um cenário onde a supervalorização das big techs muitas vezes distorce a realidade, pesquisas como a da Edison Research servem como um termômetro confiável do mercado. O rádio não apenas sobrevive — ele lidera entre os jovens, justamente o público que seria, segundo os mitos, o mais distante do veículo.
Por fim, os dados mostram que, apesar de todo o avanço das plataformas digitais, o rádio continua sendo o principal canal de consumo de áudio, com força para pautar o mercado e atrair anunciantes.
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