O corpo reage antes da emoção. Essa é a explicação do fisioterapeuta Dr. Rodrigo Carvalho ao falar sobre a relação entre sintomas e conflitos.
Segundo ele, emoções não causam doenças nem sintomas. Para o especialista, a emoção aparece depois, como resposta biológica ao conflito vivido. O ponto central, afirma, está no modo como o sistema nervoso registra essa experiência.
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Rodrigo Carvalho explicou que dores como gastrite, enxaqueca, bruxismo, tensão, ansiedade e insônia podem estar ligadas a situações de estresse vividas no passado ou no presente. Nesses casos, o organismo reage como forma de proteção.
O fisioterapeuta destaca que o conflito vivido é o causador de diversos sintomas. A emoção, por sua vez, surge depois. Ele usou o exemplo de uma pessoa que sofre assédio moral no trabalho. Primeiro vem a situação difícil. Só depois aparecem a raiva, o medo ou a irritação.
“Não é a emoção que está causando, e sim o conflito que foi vivido”, afirmou.
De acordo com ele, o corpo pode mudar de forma automática diante de uma ameaça. O sistema nervoso libera hormônios de estresse, o que altera o funcionamento de órgãos e músculos. Assim, a dor aparece como uma consequência dessa reação.
Outro ponto explicado por Dr. Rodrigo Carvalho é que o organismo pode gravar padrões de reação. Isso faz com que determinados lugares, pessoas, horários ou situações acionem novamente o sintoma.
Ele comparou essa dinâmica ao ditado “gato escaldado tem medo de água fria”. Ou seja, o corpo aprende a reagir diante de experiências marcantes, mesmo sem consciência disso.
Por isso, segundo o especialista, alguns pacientes fazem exames e não encontram alterações, mas continuam sentindo o problema. O sintoma, nesses casos, pode estar ligado ao modo como o corpo reagiu a um conflito anterior.
O fisioterapeuta afirma que o tratamento não deve ficar apenas na emoção. O objetivo é modular o sistema nervoso para que ele deixe de reagir da mesma forma.
Ele explicou que utiliza a microfisioterapia e conhecimentos de neurociência comportamental para ajudar o corpo a responder melhor. A proposta é mostrar ao organismo que ele está reagindo a um ambiente que já passou.
“O corpo não está inventando. Ele está tentando proteger”, resumiu.
O fisioterapeuta também afirmou que é possível identificar sinais físicos de tensão mesmo quando o paciente não fala sobre o que viveu. Bruxismo, contração da mandíbula, rigidez no pescoço e alteração na respiração podem indicar esse padrão.
Na prática, o tratamento busca entender como o corpo construiu o sintoma e como ele pode deixar de repetir essa resposta. Segundo ele, a melhora pode acontecer em uma única sessão em alguns casos, enquanto outros exigem acompanhamento mais longo.
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