PARANA

TCE-PR reforça prevenção contra riscos climáticos

O TCE-PR reforça a prevenção contra riscos climáticos e orienta os municípios do Paraná na preparação para desastres e eventos extremos.

A atuação busca ajudar as prefeituras a elaborar Planos de Contingência da Defesa Civil e melhorar a gestão ambiental pública.

Além disso, o Tribunal verifica se os municípios possuem estrutura para atender moradores durante emergências e emitir alertas de risco.

Preparação para eventos extremos

O trabalho também acompanha ações educativas permanentes e incentiva técnicas agrícolas sustentáveis.

Da mesma forma, a fiscalização identifica áreas degradadas e orienta medidas de recuperação ambiental.

O Tribunal ainda verifica o histórico de alagamentos, inundações e enchentes em cada município.

Além disso, analisa programas permanentes de limpeza de bueiros, mapeamento de áreas de risco e planos para realocar populações vulneráveis.

Para desenvolver essa metodologia, o TCE-PR conta com apoio científico da PUC-PR e da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Assim, a parceria busca oferecer suporte técnico aos servidores municipais e melhorar a qualidade dos serviços públicos.

El Niño aumenta preocupação

A prevenção ganha importância diante das projeções meteorológicas para os próximos meses.

O Instituto Nacional de Meteorologia monitora a formação de um novo episódio de El Niño, com previsão de atividade entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

Segundo as informações apresentadas pelo TCE-PR, o fenômeno pode alcançar intensidade muito forte.

Nesse cenário, o Sul do Brasil pode enfrentar maior risco de chuvas intensas e cheias.

Por outro lado, outras regiões podem registrar períodos de estiagem e ondas de calor.

Por isso, as prefeituras precisam combinar ações emergenciais com planejamento e infraestrutura preventiva.

Progov acompanha políticas ambientais

Desde 2022, o TCE-PR aplica o questionário ambiental do Progov nos 399 municípios paranaenses.

O programa avalia a efetividade das políticas públicas em oito áreas fundamentais.

Além disso, os resultados integram o parecer prévio encaminhado às câmaras municipais para o julgamento das contas dos prefeitos.

Na área da Defesa Civil, o Tribunal verifica a existência de sistemas de alerta e a capacitação dos servidores.

Já na drenagem urbana, a fiscalização analisa diagnósticos das redes de canais e bueiros.

Também verifica programas de inspeção e limpeza para reduzir riscos de represamento das águas das chuvas.

Planejamento urbano entra na avaliação

O Progov também avalia a legislação ambiental e as ações de educação ambiental desenvolvidas pelas prefeituras.

Além disso, o programa verifica planos de arborização destinados a reduzir as chamadas ilhas de calor.

Outro ponto envolve a atualização do Plano Diretor e o mapeamento das áreas de risco.

O Tribunal também acompanha políticas de mobilidade com baixa emissão de poluentes.

Da mesma forma, a fiscalização verifica inventários municipais de gases de efeito estufa e mapeamentos científicos de risco.

Os municípios ainda precisam avançar na elaboração de Planos Municipais de Ação Climática.

Esses documentos estabelecem metas de adaptação e redução dos impactos climáticos.

Medidas ambientais também geram impacto financeiro

O TCE-PR orienta medidas como coleta seletiva, compostagem de resíduos orgânicos e inclusão de cooperativas de catadores.

Essas ações podem reduzir a emissão de metano em aterros e fortalecer a economia circular.

Além disso, a ampliação dos serviços de água e esgoto contribui para a sustentabilidade urbana.

A adoção de políticas ambientais também pode influenciar as receitas municipais.

Isso ocorre porque o Instituto Água e Terra utiliza critérios ambientais na avaliação para o repasse do ICMS Ecológico por Biodiversidade.

Em 2024, esse mecanismo distribuiu mais de R$ 317 milhões a 236 municípios paranaenses.

Oficinas aproximam Tribunal e municípios

O TCE-PR também promoveu oficinas presenciais em oito cidades-polo para aprimorar os questionários do Progov.

Durante os encontros, gestores e técnicos municipais participaram da discussão e do aperfeiçoamento da metodologia.

Além disso, PUC-PR e FGV-SP contribuíram com suporte técnico para o trabalho.

Dessa maneira, o modelo busca fortalecer a participação dos municípios na execução das políticas ambientais e climáticas.

Assim, o Tribunal amplia o caráter preventivo da fiscalização e estimula as prefeituras a se prepararem para eventos extremos.

Leia também:

Redação 104 News

Recent Posts

Anvisa determina recolhimento e proíbe cosméticos e saneantes irregulares

Anvisa publica medidas para recolher lote falsificado e proibir fabricação, venda e uso de cosméticos…

11 horas ago

Ministério Público denuncia professor por crimes sexuais contra cinco estudantes

Ministério Público do Paraná denuncia professor de colégio estadual por crimes sexuais contra cinco adolescentes…

11 horas ago

PROFNIT pode ganhar novo polo com aulas presenciais

Polo UAB de Goioerê mapeia interesse pelo PROFNIT, programa de pós-graduação em propriedade intelectual, tecnologia…

18 horas ago

Violência doméstica gera três atendimentos policiais

Polícia Militar registra três casos de violência doméstica em Iporá e Umuarama, com ameaças, lesões…

18 horas ago

Centro de Eventos Comunitário vai transformar o Jardim Galiléia

Prefeitura de Goioerê abre licitação para construir o Centro de Eventos Comunitário do Jardim Galiléia…

19 horas ago

Santa Casa aguarda definição sobre retorno da diretoria

Decisão limita intervenção na Santa Casa e autoriza retorno da diretoria, mas prazo para reassunção…

23 horas ago