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TCE-PR reforça prevenção contra riscos climáticos

TCE-PR reforça ações de prevenção contra riscos climáticos e orienta municípios do Paraná na preparação para desastres e eventos extremos.

Redação 104 News

Redação 104 News

TCE-PR reforça prevenção contra riscos climáticos

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O TCE-PR reforça a prevenção contra riscos climáticos e orienta os municípios do Paraná na preparação para desastres e eventos extremos.

A atuação busca ajudar as prefeituras a elaborar Planos de Contingência da Defesa Civil e melhorar a gestão ambiental pública.

Além disso, o Tribunal verifica se os municípios possuem estrutura para atender moradores durante emergências e emitir alertas de risco.

Preparação para eventos extremos

O trabalho também acompanha ações educativas permanentes e incentiva técnicas agrícolas sustentáveis.

Da mesma forma, a fiscalização identifica áreas degradadas e orienta medidas de recuperação ambiental.

O Tribunal ainda verifica o histórico de alagamentos, inundações e enchentes em cada município.

Além disso, analisa programas permanentes de limpeza de bueiros, mapeamento de áreas de risco e planos para realocar populações vulneráveis.

Para desenvolver essa metodologia, o TCE-PR conta com apoio científico da PUC-PR e da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Assim, a parceria busca oferecer suporte técnico aos servidores municipais e melhorar a qualidade dos serviços públicos.

El Niño aumenta preocupação

A prevenção ganha importância diante das projeções meteorológicas para os próximos meses.

O Instituto Nacional de Meteorologia monitora a formação de um novo episódio de El Niño, com previsão de atividade entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

Segundo as informações apresentadas pelo TCE-PR, o fenômeno pode alcançar intensidade muito forte.

Nesse cenário, o Sul do Brasil pode enfrentar maior risco de chuvas intensas e cheias.

Por outro lado, outras regiões podem registrar períodos de estiagem e ondas de calor.

Por isso, as prefeituras precisam combinar ações emergenciais com planejamento e infraestrutura preventiva.

Progov acompanha políticas ambientais

Desde 2022, o TCE-PR aplica o questionário ambiental do Progov nos 399 municípios paranaenses.

O programa avalia a efetividade das políticas públicas em oito áreas fundamentais.

Além disso, os resultados integram o parecer prévio encaminhado às câmaras municipais para o julgamento das contas dos prefeitos.

Na área da Defesa Civil, o Tribunal verifica a existência de sistemas de alerta e a capacitação dos servidores.

Já na drenagem urbana, a fiscalização analisa diagnósticos das redes de canais e bueiros.

Também verifica programas de inspeção e limpeza para reduzir riscos de represamento das águas das chuvas.

Planejamento urbano entra na avaliação

O Progov também avalia a legislação ambiental e as ações de educação ambiental desenvolvidas pelas prefeituras.

Além disso, o programa verifica planos de arborização destinados a reduzir as chamadas ilhas de calor.

Outro ponto envolve a atualização do Plano Diretor e o mapeamento das áreas de risco.

O Tribunal também acompanha políticas de mobilidade com baixa emissão de poluentes.

Da mesma forma, a fiscalização verifica inventários municipais de gases de efeito estufa e mapeamentos científicos de risco.

Os municípios ainda precisam avançar na elaboração de Planos Municipais de Ação Climática.

Esses documentos estabelecem metas de adaptação e redução dos impactos climáticos.

Medidas ambientais também geram impacto financeiro

O TCE-PR orienta medidas como coleta seletiva, compostagem de resíduos orgânicos e inclusão de cooperativas de catadores.

Essas ações podem reduzir a emissão de metano em aterros e fortalecer a economia circular.

Além disso, a ampliação dos serviços de água e esgoto contribui para a sustentabilidade urbana.

A adoção de políticas ambientais também pode influenciar as receitas municipais.

Isso ocorre porque o Instituto Água e Terra utiliza critérios ambientais na avaliação para o repasse do ICMS Ecológico por Biodiversidade.

Em 2024, esse mecanismo distribuiu mais de R$ 317 milhões a 236 municípios paranaenses.

Oficinas aproximam Tribunal e municípios

O TCE-PR também promoveu oficinas presenciais em oito cidades-polo para aprimorar os questionários do Progov.

Durante os encontros, gestores e técnicos municipais participaram da discussão e do aperfeiçoamento da metodologia.

Além disso, PUC-PR e FGV-SP contribuíram com suporte técnico para o trabalho.

Dessa maneira, o modelo busca fortalecer a participação dos municípios na execução das políticas ambientais e climáticas.

Assim, o Tribunal amplia o caráter preventivo da fiscalização e estimula as prefeituras a se prepararem para eventos extremos.

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