Gaeco prende policial civil investigado por roubo e associação criminosa
Gaeco cumpre prisão preventiva de policial civil em Londrina por suspeita de roubo de medicamentos e associação criminosa armada.

O Núcleo de Londrina do Gaeco cumpriu, nesta terça-feira (8), um mandado de prisão preventiva contra um policial civil apontado como o principal investigado na Operação Off Label. A medida ocorreu após o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) deferir liminar requerida pelo Ministério Público. O agente, que estava em liberdade, voltou a ser preso por suspeita de integrar associação criminosa armada e participar do roubo de medicamentos para emagrecimento.
Policial usava função para intimidar e cometer crimes
O investigado é acusado de se valer indevidamente de sua condição funcional para praticar ilícitos. Segundo as apurações, ele utilizava arma de fogo e apresentava carteira funcional falsa para intimidar pessoas. Além disso, ele realizava tratativas para revender no mercado clandestino uma carga ilícita de medicamentos de alto valor. Os crimes apurados incluem associação criminosa armada, roubo majorado e falsificação de produto destinado a fins terapêuticos. Dessa forma, a investigação revelou um comportamento incompatível com a função pública.
MP recorreu após juiz substituir prisão por medidas cautelares
O policial estava em liberdade depois que o Juízo de primeira instância substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares diversas. Contudo, o Ministério Público, contrário à decisão, interpôs recurso em sentido estrito e ajuizou medida cautelar inominada criminal perante o TJPR. O MP demonstrou que o investigado atuou de forma reiterada para ocultar provas e embaraçar a persecução penal. Portanto, a liberdade do agente representava um risco à continuidade das investigações.
Comportamento do investigado motivou novo pedido de prisão
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na primeira fase da operação, o policial entregou aparelhos sobressalentes às equipes e ocultou seu telefone de uso principal. Levantamentos posteriores revelaram que ele continuou utilizando o aparelho escondido mesmo enquanto esteve detido na Delegacia de Roubos e Furtos de Curitiba. Essa conduta já havia motivado sua transferência para o Complexo Médico Penal. Além disso, o MP informou que ele figura como réu em outras ações penais, o que reforça a periculosidade do agente.
TJPR reconhece riscos e restabelece prisão preventiva
A decisão liminar que restabeleceu a ordem de prisão foi proferida pela 4ª Câmara Criminal do TJPR. O Tribunal reconheceu a presença dos requisitos autorizadores da medida, pontuando que o comportamento do investigado demonstra evidente capacidade de resistência à atuação do Estado. Além disso, os desembargadores entenderam que as medidas cautelares alternativas seriam ineficazes para neutralizar os riscos processuais. Dessa forma, a corte expediu o mandado cumprido nesta semana.
Áudio do promotor reforça gravidade das acusações
Em áudio divulgado pelo MP, o Promotor de Justiça José Paulo Montesino Gomes da Silva detalhou as suspeitas contra o policial. Ele destacou que o agente teria se valido da função pública para cometer crimes graves, incluindo o roubo de medicamentos. A atuação do Gaeco, portanto, demonstra o compromisso das instituições em combater o crime organizado, mesmo quando seus integrantes ocupam cargos públicos. O policial, agora preso, permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.
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