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Gaeco denuncia 49 integrantes de organização criminosa

Gaeco denuncia 49 pessoas por organização criminosa com atuação nacional. Operação Panóptico investiga facção a partir de presídios em quatro estados.

Redação 104 News

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Gaeco denuncia 49 integrantes de organização criminosa

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O Ministério Público do Paraná denunciou 49 pessoas investigadas na Operação Panóptico. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, 26 de agosto. A operação investiga uma organização criminosa armada com atuação em âmbito nacional. Os crimes partiam de presídios e, desse modo, alcançavam diversos estados brasileiros. Os fatos criminosos foram narrados em seis denúncias distintas. O Núcleo de Londrina do Gaeco ofereceu todos os documentos ao Judiciário.

Foram imputados aos denunciados dois crimes graves. O primeiro é o favorecimento ao domínio social estruturado. Esse delito está previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, a chamada Lei Antifacção. O segundo crime é a integração em organização criminosa. Essa conduta se enquadra na Lei 12.850/2013. Portanto, os acusados responderão por ambos os ilícitos perante a Justiça.

Operação Panóptico já havia prendido 304 pessoas

A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho último. Na ocasião, as forças de segurança cumpriram 304 mandados de prisão. Além disso, executaram 255 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em quatro estados diferentes. Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul foram alvo das diligências. Dessa forma, a operação teve alcance nacional desde o início.

As denúncias oferecidas agora derivam de um compartilhamento de provas. Essas provas foram produzidas no âmbito de operações anteriores. A Operação Alvorada e a Operação Libertatem serviram como base. Ambas foram deflagradas originalmente pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco. A partir dessas informações, foi possível mapear toda a estrutura criminosa. Consequentemente, os investigadores identificaram os membros responsáveis pela atuação territorial. Também mapearam a logística e a parte financeira da organização.

Investigação focou na chamada “Região 43”

A organização criminosa investigada atua por meio de regiões específicas. Uma delas é a chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina. Nessa região, os investigadores identificaram integrantes de alto escalão. Esses líderes comandavam as atividades criminosas de dentro dos presídios. Além de Londrina, as investigações envolveram outros nove núcleos. Todos os núcleos regionais do Gaeco participaram ativamente das apurações. Por isso, a operação teve uma abrangência estadual completa.

Antes do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias já havia agido. A 2ª Vara Criminal de Londrina decretou a prisão preventiva de todos os investigados. O Gaeco de Londrina havia solicitado essa medida cautelar. Desse modo, todos os 49 denunciados já estão presos preventivamente. A Justiça considerou presentes os requisitos para a decretação.

Atuação conjunta envolveu dez núcleos e forças de segurança

A realização da Operação Panóptico só foi possível graças a um esforço conjunto. Os dez núcleos do Gaeco atuaram de maneira integrada e coordenada. A Secretaria de Estado da Segurança do Paraná também participou ativamente. As polícias Militar, Civil, Penal e Científica deram suporte às ações. Dessa forma, a operação contou com uma estrutura gigantesca de investigação.

Os processos tramitam sob sigilo na Justiça paranaense. São seis procedimentos com números oficiais registrados. Os códigos são 0027259-96.2026.8.16.0014 e 0046303-04.2026.8.16.0014. Além desses, tramitam os processos 0046305-71.2026.8.16.0014 e 0046307-41.2026.8.16.0014. Também constam o 0065409-83.2025.8.16.0014 e o 0046287-50.2026.8.16.0014. Todos esses procedimentos aguardam a análise judicial. A denúncia representa mais um passo no combate ao crime organizado. As autoridades seguem firmes no enfrentamento às facções criminosas.

Fonte: MPPR – Assessoria

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