Micro Empresas escapam do split payment
Novo sistema de separação automática de impostos será implementado em 2027, mas microempresas do Simples Nacional integral ficam de fora na primeira fase

A reforma tributária brasileira entra em uma nova fase em 2027. Mas há uma ressalva importante: as microempresas do Simples Nacional integral não precisarão usar o split payment no primeiro momento. O novo sistema separa automaticamente o imposto do dinheiro de uma venda.
O que é o split payment
O split payment funciona de forma simples. Em vez de a empresa receber o valor total e depois pagar impostos, o sistema já separa a parte do governo no momento do pagamento. Isso muda significativamente o fluxo de caixa das empresas. O imposto deixa de passar pelo caixa delas.
Quem entra em 2027
O sistema será implementado inicialmente em operações entre empresas dos regimes de lucro real, presumido e Simples híbrido. As microempresas do Simples Nacional integral ficarão de fora nesta primeira fase.
Como será a implementação
O sistema será facultativo no início. As empresas poderão escolher aderir em setembro de 2027. A implementação começa em janeiro de 2028. Na primeira fase, o split payment funcionará com Pix, boletos, TED e TEF. Os cartões de crédito ficam para uma etapa posterior.
Por que as microempresas ficam de fora
A decisão reflete uma preocupação com a complexidade. Essas empresas já operam com regras tributárias simplificadas. Adicionar o split payment poderia criar uma camada extra de burocracia. O governo prioriza a implementação entre empresas maiores, com estrutura administrativa mais robusta.
Impacto no fluxo de caixa
A mudança traz uma ironia bem brasileira. A reforma que nasceu para simplificar os impostos começa precisando de uma explicação.
Próximos passos
O governo deve divulgar mais detalhes nos próximos meses. Empresas dos regimes de lucro real e presumido já devem começar a se preparar. A transição será gradual.
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