Drogômetro: novo aparelho da Lei Seca detectará drogas em blitze
Dispositivo usa teste de saliva para identificar cocaína, THC, opioides e outras substâncias em até cinco minutos

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou novas regras de fiscalização da Lei Seca, e elas trazem um reforço inédito para as blitze: o drogômetro. O aparelho detecta substâncias psicoativas e tóxicas nos motoristas, algo que a legislação não previa até então.
Afinal, embora já fosse proibido dirigir sob efeito de entorpecentes, o país não contava com equipamentos para fazer essa verificação. Com a mudança, a fiscalização ganhou um aliado importante no combate à direção sob influência de drogas.
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Como funciona o teste
Criado nos moldes do já tradicional bafômetro, o drogômetro atua por meio de um teste de saliva. Ao ser parado em uma blitz, o motorista pode receber do agente de trânsito a solicitação para fazer o exame.
Na prática, a coleta acontece por um canudo, e o agente insere a amostra em uma máquina com tiras de papel reagente. A análise leva apenas cinco minutos.
Quais substâncias são detectadas
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), o aparelho identifica cocaína, THC — princípio ativo encontrado na maconha —, benzodiazepínicos, opioides, anfetaminas e metanfetaminas.
Quando entra em vigor
Ainda assim, a aprovação das novas regras pelo Contran não significa a adoção imediata do equipamento. A medida estabeleceu as normas para o uso dos dispositivos, mas a fiscalização só terá início após a certificação dos aparelhos.
Além disso, a resolução do Contran não determina um modelo específico nem define se a identificação de substâncias será suficiente, por si só, para caracterizar a infração. Portanto, os detalhes da aplicação prática ainda dependem de definições complementares.
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