Campos Gerais têm estrutura frágil contra desastres
Campos Gerais têm estrutura frágil para enfrentar desastres, aponta TCE-PR, com falhas em alertas, energia e mobilidade rural.

A região dos Campos Gerais tem estrutura frágil para enfrentar desastres climáticos, segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).
Dos 19 municípios avaliados pelo Programa de Avaliação de Contas Municipais de Governo (Progov), apenas seis alcançaram o nível considerado estruturado.
O levantamento ganha atenção após um tornado atingir Piraí do Sul no último fim de semana. O município aparece em uma faixa intermediária na avaliação.
Maioria permanece vulnerável
Os municípios considerados estruturados são Carambeí, Palmeira, Porto Amazonas, Reserva, Arapoti e Telêmaco Borba.
Além disso, sete cidades estão em uma zona intermediária. Outras seis aparecem em situação crítica nos critérios analisados pelo Progov.
Entre os municípios em situação crítica, Imbaú não pontuou nos critérios avaliados. Já Ipiranga cumpriu apenas 10% dos itens analisados.
O levantamento aponta fragilidades principalmente em mecanismos de resposta rápida. Entre elas, estão sistemas de alerta, mobilidade rural e energia de emergência.
Falta de equipamentos preocupa
Apenas dois municípios da região possuem gerador elétrico próprio. Além disso, somente quatro realizaram simulados de alerta no ano de referência.
Outro ponto chama atenção. Apenas duas cidades contam com um plano formalizado para recuperação após desastres.
Esses recursos podem acelerar o atendimento durante eventos extremos. Por isso, a ausência deles aumenta os desafios enfrentados pelas equipes durante emergências.
Piraí do Sul
No caso de Piraí do Sul, a ficha municipal não registra sistema próprio de alerta nem estação meteorológica.
O município também não possui, segundo os dados declarados, veículo destinado ao atendimento em áreas remotas ou gerador elétrico.
As lacunas coincidem com dificuldades relatadas durante o atendimento aos danos provocados pelo tornado registrado no último fim de semana.
Como funciona o Progov
O Progov amplia a análise das administrações municipais realizada pelo TCE-PR. O programa considera também a qualidade e a eficácia dos serviços públicos.
Na área ambiental, o levantamento envolve cerca de 2 mil servidores municipais. Os questionários abrangem mais de cem questões relacionadas à prevenção e resposta a desastres.
Entre os temas avaliados estão defesa civil, planejamento urbano, drenagem, saneamento e adaptação às mudanças climáticas.
O programa também verifica a existência de planos de contingência, mapas de áreas de risco e sistemas de alerta.
Além disso, analisa medidas como limpeza de bueiros e estruturas destinadas ao atendimento de pessoas atingidas por desastres.
Dados podem ser consultados
As prefeituras respondem aos questionários utilizados pelo programa. Antes da aplicação, o TCE-PR promove projetos-piloto, oficinas e encontros com técnicos municipais.
Somente neste ano, o Tribunal realizou cerca de cem oficinas em diferentes regiões do Paraná. As atividades reuniram servidores conforme cada área temática.
Os dados declarados pelas prefeituras ficam disponíveis para consulta pública no site do TCE-PR. Assim, a população pode comparar as informações oficiais com a realidade local.
O Tribunal prevê uma nova avaliação da situação dos municípios em novembro.
Leia também:
Links úteis
Participe do nosso grupo no WhatsApp












