O Teddy, primeiro cão de assistência judiciária da Comarca de Ponta Grossa, visitou a sessão da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) no dia 30 de julho. Durante o encontro, desembargadoras e desembargadores conheceram o projeto que oferece apoio emocional a crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência.
Além disso, o tutor do animal, Renato Aparecido Borges, apresentou o trabalho desenvolvido pelo golden retriever no Fórum de Ponta Grossa. Segundo ele, a presença do cão ajuda a transformar o ambiente judicial e proporciona mais conforto às vítimas.
“Ele tira essa robustez do ambiente do fórum e traz algo melhor para as vítimas”, explicou Renato ao apresentar a iniciativa.
O presidente da 6ª Câmara Criminal, desembargador Luiz Osório Moraes Panza, destacou a importância do projeto para aproximar o Judiciário das pessoas.
Segundo ele, a iniciativa demonstra que a atuação judicial vai além dos procedimentos técnicos e também envolve acolhimento e humanidade.
A desembargadora Fabiane Pieruccini também ressaltou o papel do Teddy no atendimento às vítimas. Para ela, inovar significa utilizar recursos já existentes para criar novas soluções e oferecer cuidado às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Desde 2025, Teddy atua no Fórum de Ponta Grossa como cão de assistência judiciária.
Durante esse período, o golden retriever participou de mais de 70 audiências e auxiliou principalmente crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência doméstica e violência sexual.
Além disso, a presença do animal busca reduzir a tensão durante os procedimentos judiciais. Dessa forma, as vítimas encontram um ambiente mais acolhedor para relatar situações difíceis.
O projeto de Ponta Grossa foi inspirado no programa pioneiro “Cão de Assistência Judiciária”, desenvolvido em Londrina.
Por meio de um termo de cooperação, a iniciativa passou a integrar a rotina do Fórum de Ponta Grossa. Assim, o Tribunal de Justiça do Paraná busca ampliar práticas de atendimento humanizado no sistema de Justiça.
Com o trabalho de Teddy, o Judiciário reforça a importância do acolhimento emocional durante momentos de fragilidade. Além disso, o projeto mostra como a atuação conjunta entre pessoas e animais pode contribuir para um atendimento mais sensível e próximo da população.
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