Imagine suas pernas inchadas, pesadas, com feridas que não cicatrizam há anos. Muitas vezes exalando mau cheiro e impedindo você de ir à praia, à piscina ou impedindo que você tenha uma vida normal. Soa como um pesadelo distante? Pois afeta três milhões de brasileiros hoje, segundo dados revelados no Almanaque Podcast, em bate-papo exclusivo com o Dr. João Galvanin, referência em tratamento de doenças venosas. “Não é normal ter dor nas pernas. É doença!”, alerta o médico.
São feridas crônicas nas pernas, causadas por falha nas veias. Representam 90% das úlceras de pernas. Ocorre quando sangue fica “parado” nas veias superficiais ou profundas, aumentando a pressão até vazar para a pele e formar lesões que não cicatrizam. “Tem dois tipos principais: venosas e arteriais. As venosas são as mais comuns e tratáveis”, diz Galvanin.
Veias fracas ou danificadas permitem refluxo sanguíneo (sangue volta em vez de subir ao coração). Fatores agravantes:
Cheiro ruim em casos infectados; inchaço grave (edema).
Localização: Tornozelos e panturrilhas inferiores (área de maior pressão).
Aparência: Feridas abertas com exsudato amarelo/pus, bordas irregulares, pele endurecida (lipodermatoesclerose), hiperpigmentação marrom-avermelhada.
Iniciais: Cansaço, peso, inchaço (pior à noite), coceira, pele escura.
Avançados: Dor constante, claudicação intermitente (dói ao caminhar 50-100m, melhora parando.
90% tratáveis, mesmo em estágios avançados.
Tratamento Precoce: Espuma esclerosante (fecha varizes/vazinhos).
Estágio Avançado: Ozonoterapia (gás mata bactérias), curativos, suplementos (zinco, selênio para cicatrização).
Estilo de vida: Caminhada (ativa panturrilha), meias elásticas, perda de peso, dieta baixa em açúcar, parar de fumar.
O médico afirma que não é raro, pacientes sofrerem por anos com vergonha de mostrar as pernas por conta das feridas que não fecham. Como exemplo, ele relatou a história de um paciente que não caminhava mais que 50 metros por dor; após tratamento clínico, caminha dois km sem problema.
“Brasil é campeão em úlceras por demora. Três milhões sofrem agora – você pode ser o próximo”, finaliza o médico. Consulte o Dr. João Galvanin – Em Goioerê, no Instituto Urbano, Av. Mauro Mori, 323. Os agendamentos podem ser feitos pelo WhatsApp (44) 9 2000-4591.
Ouça o bate-papo completo no Facebook da 104 FM, de Goioerê!
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