Vendaval paralisa aulas e suspende prazos judiciais
Vendaval em Maringá provoca calamidade pública, suspende aulas em universidades e interrompe prazos processuais no Foro Central da comarca.

O vendaval que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2) provocou destruição em várias regiões e levou a prefeitura a decretar calamidade pública. As rajadas de vento passaram de 100 km/h, derrubaram árvores e danificaram imóveis, conforme o balanço divulgado pela administração municipal. Dessa forma, a cidade ainda amanheceu nesta terça-feira com ruas bloqueadas, estruturas comprometidas e milhares de imóveis sem energia elétrica.
Danos e mobilização

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros mobilizaram equipes para atender ocorrências e levantar os prejuízos provocados pelo temporal. A Defesa Civil registrou 363 quedas de árvores, e 47 equipes municipais trabalham na desobstrução de vias e na recuperação dos locais atingidos. Além disso, mais de 600 famílias receberam lonas para proteger imóveis danificados, e voluntários reforçaram o atendimento à população atingida. O quartel do 5º Batalhão de Bombeiros Militar também sofreu danos no temporal, com parte do telhado arrancada e viaturas atingidas.
Universidades suspendem aulas

Unicesumar, Uningá e UEM suspenderam as aulas na manhã desta terça-feira por causa dos danos provocados pelo vendaval em Maringá. A UEM suspendeu as atividades letivas no câmpus sede nesta terça-feira (3), em todos os períodos letivos, devido ao decreto de calamidade pública. As atividades administrativas, congressos e eventos programados para a data seguem mantidos, dentro da possibilidade de realização, com apoio da Prefeitura do Câmpus. O almoço também está mantido no Restaurante Universitário, e a decisão usa o Artigo 33, XXIV, do Estatuto da UEM.
Hospital e prazos judiciais
O Ambulatório Médico de Especialidades do Hospital Universitário não tem condições de funcionamento nesta terça-feira, e os pacientes devem reagendar consultas. Casos emergenciais devem procurar as Unidades de Pronto Atendimento, enquanto as demais instalações do HUM operam normalmente na cidade nesta terça. O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a suspensão do expediente e dos prazos processuais no Foro Central da Comarca de Maringá. A medida vale desde 2 de novembro até ulterior deliberação e prorroga prazos cujos termos inicial e final ocorreram no período. A suspensão não se estende às demais comarcas, e os juízos avaliarão pedidos de restituição de profissionais atingidos pelo temporal.
Solidariedade e prevenção
O Gabinete da Reitoria manifestou solidariedade às pessoas atingidas e criou comissão de prevenção aos efeitos do El Niño na UEM. A Prefeitura do Câmpus trabalha para restabelecer as atividades, enquanto a Copel mantém equipes no retorno gradual da energia elétrica. Por fim, a prioridade é desobstruir vias e restabelecer os serviços para que a população retome a rotina com segurança.


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