A violência doméstica voltou a atingir mulheres em Pérola na noite de domingo (29). Primeiramente, em menos de uma hora, a Polícia Militar atendeu duas ocorrências distintas no município. Além disso, os casos envolvem uma jovem de 21 anos agredida pelo companheiro e uma mulher de 23 anos ameaçada de morte pelo ex-convivente. Portanto, a cidade registrou mais um episódio preocupante.
Por volta das 22h, uma equipe policial se deslocou até a Rua Emiliano Perneta, na área rural. Ali, uma solicitante de 21 anos acionou o 190 e relatou que o convivente a agrediu. Segundo a vítima, uma discussão motivou a violência. Em seguida, o autor desferiu um soco na boca dela, causando um corte, e também atingiu a cabeça da mulher com outros socos (foto).
Os policiais registraram as lesões por meio de fotos e encaminharam o laudo pericial. Ademais, a vítima ainda revelou que sofre outras agressões anteriores. Contudo, quando percebeu que ela chamaria a polícia, o agressor fugiu do local. Infelizmente, o casal frequenta as estatísticas policiais pelo mesmo motivo. Mesmo assim, quando o autor é preso, a vítima retoma a convivência com ele.
Dessa vez, porém, a jovem decidiu romper o ciclo. Logo, ela solicitou apoio da viatura para ir até a casa da avó, no município de Xambrê. Além disso, manifestou interesse em representar criminalmente contra o autor. Por fim, a polícia lavrou o boletim de ocorrência e orientou a vítima sobre os procedimentos legais.
Enquanto isso, outro caso acontecia no Jardim União. Por volta das 21h45, uma jovem de 23 anos acionou a PM na Rua Joaquim Pedro de Carvalho. Inicialmente, ela informou que o ex-convivente, pai do seu filho de oito meses, acabava de ameaçá-la de morte.
A vítima explicou que o relacionamento terminou há cerca de duas semanas. Na época, ela sofreu violência doméstica, mas não procurou ajuda policial. Em vez disso, preferiu sair de casa e retornar para Pérola. Na noite de domingo, o ex-companheiro apareceu na residência acompanhado de familiares para ver o filho.
Após um breve período, por volta das 21h30, ele se revoltou sem motivo aparente. De repente, o agressor chamou a jovem de “biscate” e disse claramente que a mataria. Em seguida, deixou o local imediatamente. Diante das ameaças, a vítima pediu o registro da ocorrência. Assim, ela afirmou que procurará a Delegacia de Polícia Civil no próximo dia útil para solicitar medida protetiva de urgência.
Em ambos os episódios, as vítimas demonstraram disposição para buscar ajuda oficial. A primeira optou por se afastar do convivente e representar contra ele. Por outro lado, a segunda já tem o plano de requerer a proteção do Estado. Contudo, os relatos evidenciam um padrão recorrente: a violência se repete e muitas mulheres demoram a denunciar.
A Polícia Militar orienta as vítimas a não hesitarem em acionar o 190. Além disso, reforça a importância de registrar boletim de ocorrência para que as medidas protetivas sejam concedidas. Dessa forma, as duas ocorrências foram encaminhadas à autoridade competente para as providências cabíveis.
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