A Guarda Civil Municipal de Maringá agiu rápido na tarde desta quinta-feira (28). Os agentes Meister e Bassi faziam patrulhamento pela Rua Trinidad. De repente, uma moradora os abordou na via pública. Ela havia recebido uma mensagem de socorro enviada pela manhã. Na mensagem, a vítima pedia ajuda urgentemente. Ela relatava que o companheiro tinha confiscado seu celular. Além disso, ele espalhou álcool por todo o imóvel. A ameaça era clara: ele queria matá-la incendiando o local. Diante disso, os guardas não hesitaram nem por um segundo.
Os agentes acionaram apoio imediato via rádio. Em seguida, uma segunda viatura chegou ao local. Os agentes José e Katyuscia deslocaram-se em suporte. Ao chegar à residência, as equipes encontraram um cenário preocupante. A vítima atendeu os guardas na porta. Ela se encontrava em visível estado de choque. O suspeito ainda estava dentro da casa. Por isso, os agentes agiram com muita cautela.
Os guardas submeteram o suspeito a uma revista pessoal. Nenhum objeto ilícito apareceu com ele de imediato. Contudo, eles decidiram vistoriar o interior do imóvel. Os agentes Aguiar e Diogo, da Patrulha Ambiental, ajudaram na inspeção. Assim que entraram, um forte odor de álcool atingiu os policiais. O cheiro tomava conta de todo o ambiente. Em seguida, eles encontraram o colchão do casal. Ele estava completamente encharcado do combustível. Ou seja, a ameaça de incêndio era absolutamente real.
A equipe conversou reservadamente com a vítima. Ela revelou detalhes estarrecedores do relacionamento. A mulher convive com o agressor há apenas oito meses. Contudo, nesse período curto, o terror já era constante. As crises de violência psicológica surgiam com frequência. Os surtos de ciúmes aconteciam por qualquer motivo. Ele ficava possesso com os contatos profissionais dela. Os clientes da vítima desencadeavam toda a fúria do homem. Por isso, a situação se tornou insustentável.
A mulher contou que o agressor já a agrediu fisicamente antes. Em episódios anteriores, ele a empurrou com violência. As filhas dela, de 9 e 13 anos, viviam sob constante temor. As meninas testemunhavam tudo em silêncio. Nesta quinta-feira, porém, a situação escalou de forma brutal. O homem não se limitou a espalhar álcool pela casa. Ele chegou a derramar o produto inflamável sobre o próprio corpo. Em seguida, também derramou sobre a companheira. A intenção criminosa ficou mais do que evidente.
A mulher manifestou o desejo de representar criminalmente contra o agressor. Ela temia por sua vida e pela integridade das filhas. Diante disso, a corporação ofereceu todo o amparo necessário. Os agentes deram voz de prisão ao homem em flagrante. Na sequência, eles o conduziram à Delegacia de Polícia Civil de Maringá. A vítima também seguiu para o local. Lá, a equipe registrou a ocorrência por completo. As autoridades adotarão as medidas cabíveis contra o agressor.
As duas menores de idade não permaneceram com a mãe na delegacia. Uma amiga da família intermediou todo o pedido de socorro. Foi ela quem recebeu a mensagem inicial da vítima. Por isso, a mesma amiga assumiu a guarda das meninas. Ela acolheu as crianças imediatamente após o resgate. A responsabilidade ficou sob seus cuidados por enquanto. Dessa forma, as menores ficaram em um ambiente seguro. A polícia orientou a família sobre os próximos passos. O agressor, agora preso, aguarda audiência de custódia. A Justiça decidirá se ele permanecerá detido preventivamente.
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