A Anvisa ampliou o uso de medicamentos para o tratamento de lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes. A decisão entrou em vigor após publicação no Diário Oficial da União e amplia as alternativas terapêuticas para pacientes com doenças autoimunes.
Além disso, a medida beneficia crianças com lúpus eritematoso sistêmico e adolescentes diagnosticados com esclerose múltipla remitente-recorrente. Dessa forma, mais pacientes poderão contar com tratamentos específicos para controlar a evolução das doenças.
Agora, crianças a partir de 5 anos poderão utilizar o Benlysta, medicamento que contém o princípio ativo belimumabe, como tratamento complementar.
O remédio atende pacientes com alta atividade da doença que já utilizam corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios ou outros imunossupressores.
Além da versão intravenosa, já disponível para esse público, a Anvisa também autorizou a caneta autoinjetora. Assim, muitas famílias poderão reduzir os deslocamentos até centros de infusão e ganhar mais praticidade durante o tratamento.
Ao mesmo tempo, a Anvisa ampliou a indicação do Ocrevus, medicamento à base de ocrelizumabe.
Com isso, adolescentes a partir de 12 anos e com peso igual ou superior a 40 quilos poderão utilizar o tratamento contra a esclerose múltipla remitente-recorrente.
Além disso, o medicamento reduz a atividade inflamatória causada pela doença e ajuda a controlar a progressão dos sintomas.
O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune que pode atingir a pele, as articulações, os rins e o cérebro.
Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dores nas articulações, rigidez muscular, lesões na pele provocadas pela exposição ao sol, aumento dos linfonodos e queda de cabelo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, entre 150 mil e 300 mil brasileiros convivem com a doença. Além disso, a maior parte dos casos ocorre entre mulheres de 20 a 45 anos.
Já a esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central. Nesse processo, o sistema imunológico ataca a mielina, estrutura que protege as fibras nervosas e permite a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.
Na forma remitente-recorrente, os pacientes enfrentam períodos de agravamento dos sintomas e, depois, passam por fases de recuperação parcial ou completa.
Entre os principais sinais estão fadiga intensa, formigamento, dormência, alterações na visão, fraqueza muscular, dificuldade de equilíbrio e perda do controle da bexiga.
Por fim, especialistas destacam que o diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado, ajuda a controlar a doença, reduz complicações e melhora a qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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