COTIDIANO

Café especial acolhe mães atípicas em Goioerê e celebra a luta diária

O último sábado de maio entrou para a história de muitas famílias goioerenses. A Câmara Municipal se transformou em um grande lar temporário, onde mães atípicas — aquelas que dedicam suas vidas ao cuidado de filhos com deficiência ou condições especiais — puderam respirar, compartilhar e se sentir verdadeiramente vistas.

A organização do evento ficou a cargo da vereadora Ivonete Rocha, que há meses articulava uma ação concreta para dar visibilidade e suporte a esse grupo tão importante. A data não foi escolhida por acaso: 23 de maio é o Dia da Mãe Atípica, e o café da tarde, realizado no sábado (30), funcionou como uma extensão das comemorações.

Palestra que tocou o coração

O momento central do encontro foi a palestra conduzida por Cleberson Viquete, profissional conhecido por sua atuação em pautas de inclusão e saúde emocional. Ele abordou os desafios diários enfrentados por essas mães, mas também destacou a força, a resiliência e a importância de construir redes de apoio.

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Não estamos falando de coitadismo, e sim de reconhecimento. Essas mulheres precisam de suporte real, não de pena”, afirmou Viquete durante sua fala, arrancando lágrimas e aplausos da plateia.

Além da palestra, a programação incluiu sorteios de brindes, momentos de descontração e, principalmente, espaço para que as participantes compartilhassem suas histórias. Muitas relataram, pela primeira vez em público, a solidão e o cansaço que carregam, mas também a alegria de encontrar outras mães que vivem realidades semelhantes.

O nascimento de uma associação

O café da tarde também serviu como lançamento oficial da Futura Associação das Mães Atípicas de Goioerê. A entidade, ainda em fase de estruturação, já tem o objetivo claro: oferecer apoio jurídico, psicológico, social e de lazer para mães de crianças e adultos com deficiência.

A vereadora Ivonete Rocha explicou que a associação nasce da necessidade de um espaço permanente de acolhimento. “Essas mães não podem mais esperar. Precisamos de políticas públicas, mas também de uma organização que fale por elas e ofereça serviços concretos. A associação será essa ponte.”

Interessadas em participar ou obter mais informações podem entrar em contato pelo telefone (44) 99717-9507. A expectativa é que a primeira reunião oficial ocorra ainda em junho, com definição de diretoria e calendário de atividades.

Empatia que vira ação

O evento mostrou que, quando o poder público e a sociedade civil se unem, a transformação acontece. As mães atípicas de Goioerê saíram da Câmara não apenas com lembrancinhas e sorrisos, mas com a certeza de que não estão sozinhas.

Para muitas, aquele café da tarde representou um raro momento de respiro em meio à rotina exaustiva de terapias, consultas e cuidados ininterruptos. E, acima de tudo, representou esperança — a esperança de que, a partir de agora, a luta será compartilhada.

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Elisangela Gloor

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