Na manhã desta quarta-feira, 18 de março, Goioerê enfrentou mais um dia de transtornos por falta de energia elétrica. Por volta das 8h, um corte no fornecimento atingiu praticamente toda a cidade. O comércio local, que iniciava suas atividades, foi o mais prejudicado imediatamente. Lojas não puderam abrir as portas, sistemas de pagamento ficaram inoperantes e prestadores de serviços precisaram paralisar seus trabalhos. A situação só se normalizou às 11h30, após três horas e meia de interrupção.
A falta de energia também afetou diretamente os meios de comunicação locais. A Rádio 104 FM, importante veículo de informação da cidade, permaneceu fora do ar durante todo o apagão. Consequentemente, ouvintes ficaram sem acesso à programação e às notícias. O episódio evidenciou, mais uma vez, a dependência da população em relação ao fornecimento estável de eletricidade.
Infelizmente, este não foi um caso isolado em Goioerê. Desde o final de 2025 e ao longo deste início de ano, a cidade enfrentou diversas interrupções no fornecimento de energia. Comerciantes e moradores acumulam prejuízos a cada novo apagão. Alimentos estragam, equipamentos queimam e vendas deixam de ser realizadas. Diante disso, a insatisfação com a concessionária só aumenta.
Outro ponto de reclamação recorrente entre os consumidores é a falta de informação durante as ocorrências. Quando a energia acaba, o único canal disponível é a central de atendimento 0800. No entanto, as ligações frequentemente não são respondidas adequadamente. Os clientes ficam sem saber a causa do problema ou a previsão de retorno. A falta de transparência, sem dúvida, amplia a sensação de descaso com a população.
A equipe do site 104.news entrou em contato com a concessionária para obter esclarecimentos. A Copel encaminhou a seguinte nota oficial:
“A Copel informa que uma falha em uma chave de rede causou desligamento em Goioerê na manhã desta quarta-feira (18). A interrupção no fornecimento de energia elétrica aconteceu das 8h33 às 11h30.”
A nota, no entanto, não detalha as causas específicas da falha nem apresenta medidas para evitar novos episódios.
Moradores e empresários esperam que a concessionária adote providências efetivas. Primeiramente, é necessário modernizar a rede elétrica para reduzir a frequência das interrupções. Além disso, o canal de atendimento precisa ser mais eficiente e informativo. Enquanto isso não acontece, a cidade permanece refém de problemas que se repetem há meses.
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