COTIDIANO

Mães Atípicas de Goioerê unem forças e criam associação de apoio

Goioerê passa a contar oficialmente com a Associação das Mães Atípicas, uma iniciativa criada para oferecer acolhimento, apoio e fortalecimento às famílias que convivem diariamente com os desafios da deficiência, do autismo e de outras condições que exigem cuidados especiais.

O anúncio foi feito durante entrevista ao programa Almanaque, da 104 FM, onde as representantes destacaram que a associação já realizou assembleia, definiu sua diretoria e iniciou o processo de documentação oficial.

A entidade nasceu a partir da união de mães e famílias que buscavam trocar experiências, apoio emocional e informações sobre direitos e atendimentos. Assim, o que começou em um grupo de WhatsApp se transformou em um movimento organizado, com o objetivo de ampliar o suporte às famílias atípicas em Goioerê. Hoje esse grupo já conta com 143 mães cadastradas.

Associação não será apenas para autistas

Durante a entrevista, a Diretora de Projetos, Patrícia Maria reforçou que a associação não atenderá somente famílias de pessoas com autismo. Na verdade, o objetivo é acolher todas as famílias atípicas, incluindo responsáveis por pessoas com diferentes deficiências, síndromes, transtornos e necessidades especiais.

Além do mais, a proposta é criar uma rede de apoio ampla, oferecendo orientação, acolhimento emocional, fortalecimento social e luta por mais inclusão e acessibilidade no município.

Segundo Leia Maria, mãe atípica de duas crianças autistas, muitas famílias enfrentam dificuldades diárias relacionadas ao acesso a tratamentos, acompanhamento especializado, inclusão escolar e suporte emocional. Por isso, a criação da associação surge como uma importante ferramenta de apoio coletivo.

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Vereadoras Ivonete Rocha e Aline Suellen tiveram participação importante

As vereadoras Ivonete Rocha e Aline Suellen tiveram papel importante no fortalecimento da causa das famílias atípicas em Goioerê.

Durante a entrevista, foi destacado o apoio das parlamentares nas discussões sobre políticas públicas, acolhimento e criação de mecanismos de apoio às mães e responsáveis. Além disso, ambas incentivaram a organização da associação e contribuíram para ampliar o debate sobre inclusão e acessibilidade no município.

Entre os avanços citados estão a Lei nº 3132/2025, que institui o Dia da Mãe Atípica em Goioerê, e a Lei nº 3128/2025, que criou o programa “Cuidando de Quem Cuida”, voltado ao acolhimento e suporte emocional das mães e cuidadores.

Com isso, as iniciativas representam um importante passo para ampliar a visibilidade das famílias atípicas e fortalecer as políticas públicas de inclusão no município.

Abandono paterno preocupa mães atípicas

Outro ponto que chamou atenção durante a entrevista foi o debate sobre o abandono paterno enfrentado por muitas mães atípicas.

Segundo relatos apresentados durante o programa, estudos apontam que cerca de 76% das mães acabam criando os filhos praticamente sozinhas após o diagnóstico, enfrentando sobrecarga emocional, financeira e psicológica.

Além disso, muitas mães precisam abandonar carreiras profissionais, reorganizar completamente a rotina familiar e assumir integralmente os cuidados dos filhos.

Diante dessa realidade, as participantes destacaram a necessidade de ampliar o debate sobre responsabilidade familiar, rede de apoio e saúde emocional das mães que vivem diariamente essa jornada.

Diretoria eleita da Associação das Mães Atípicas de Goioerê

Presidente: Edileila Alessia Ferreira de Jesus

Vice-presidente: Alessandra Fermino da Silva Soares

1ª Secretária: Bruna Cavalcante

2ª Secretária: Rosane Veríssimo da Silva

1ª Tesoureira: Aline Lustosa

2ª Tesoureira: Cristiane Celino de Souza

Diretoras:
Social: Elaine Ferreira da Costa de Almeida

Projetos: Patrícia Maria da Silva

Comunicação: Leia Maria dos Santos

urídica: Maria Gabriella da Silva de Godoi

Associação busca ampliar acolhimento e inclusão em Goioerê

Além do acolhimento emocional, a associação pretende desenvolver projetos, promover ações sociais, orientar famílias sobre direitos e buscar parcerias para ampliar os atendimentos no município.

Da mesma forma, as representantes reforçaram a importância de olhar para quem cuida, defendendo políticas públicas que garantam suporte psicológico, social e humano às famílias atípicas.

Por fim, a criação da Associação das Mães Atípicas representa um importante avanço para Goioerê, fortalecendo a rede de apoio e ampliando a luta por mais inclusão, respeito e acessibilidade.

A entrevista completa exibida no programa Almanaque, está disponível no canal do YouTube da 104 FM.

ASSISTA AQUI

Redação 104 News

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