SAÚDE

Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan enquanto investiga casos graves

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina contra a dengue do Instituto Butantan nesta segunda-feira (8). A medida vale para todo o país e foi adotada de forma preventiva.

Eventos adversos graves registrados

Autoridades investigam 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três pacientes apresentaram quadros graves, incluindo duas mortes. Portanto, o Ministério optou pela suspensão como medida de precaução.

A vacina integrou o Sistema Único de Saúde (SUS) este ano. Desde então, profissionais da atenção primária à saúde receberam mais de 500 mil doses em diferentes regiões.

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Segurança não está comprometida

A suspensão não significa que a vacina seja insegura ou ineficaz. Aliás, o governo federal informou que segue os protocolos de monitoramento padrão para todos os imunizantes usados no Brasil.

Especialistas analisarão cada caso registrado. Assim, eles verificarão se existe relação entre a vacina e os eventos adversos.

Orientações para vacinados

Pessoas que já receberam o imunizante não precisam tomar medidas adicionais. O Ministério recomenda comunicar qualquer sintoma incomum a uma unidade de saúde.

Outras vacinas continuam

A suspensão afeta apenas a vacina do Butantan. Enquanto isso, a Qdenga, produzida pela Takeda e também usada pelo SUS, continua sendo aplicada normalmente.

Como foi o processo de aprovação da vacina?

O Instituto Butantan trabalhou no desenvolvimento da vacina por aproximadamente 20 anos. A instituição licenciou a tecnologia-semente do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

Pesquisadores realizaram estudos clínicos de fase 1, 2 e 3, conforme os protocolos vigentes. Mais de 11 mil voluntários receberam a vacina e participaram de acompanhamento por 5 anos. Dessa forma, os pesquisadores verificaram eficácia e segurança.

Com esses dados em mãos, a Anvisa autorizou a produção e comercialização da vacina em dezembro de 2025. Além disso, a vacina apresentou eficácia geral de 65% contra a doença e eficácia de 80,5% para casos mais graves.

Leia todas as informações complementares clicando aqui.

Redação 104 News

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