O Ministério Público do Paraná pediu a cassação dos diplomas de Luiz Volpato, Rafael Maestá e Priscila Albano (foto abaixo) por suposta compra de votos em Moreira Sales.
O promotor André Ruiz Prates apresentou o pedido nas alegações finais da ação de investigação judicial eleitoral que apura abuso de poder político e econômico.
Segundo ele, os crimes eleitorais estão comprovados por dados extraídos do celular de Edina Frasson e por depoimentos de testemunhas ouvidas no processo.
Priscila Albano foi eleita com 674 e foi a mais votada nas eleições de 2024.
De acordo com o promotor, Edina Frasson oferecia R$ 100 a eleitores em troca de votos nos candidatos Priscila Lorejan e Luiz Volpato.
Ela usava o pretexto de “trabalho” no dia da eleição para justificar o pagamento, mas o objetivo real era garantir apoio nas urnas.
Além disso, Edina atuava no CRAS e, segundo o MP, utilizava informações privilegiadas para abordar eleitores em situação de vulnerabilidade.
O promotor também citou a captação de votos na “fila do leite”, prática que teria sido documentada e incluída nos autos da ação.
Benefício direto aos candidatos
O Ministério Público afirma que Luiz Volpato e Rafael Maestá sabiam do esquema e se beneficiaram diretamente da compra de votos.
Por isso, o promotor pediu a cassação dos diplomas dos três envolvidos e a declaração de inelegibilidade por oito anos.
Segundo ele, o caso compromete a legitimidade do processo democrático e exige resposta firme da Justiça Eleitoral.
Município pode ter nova eleição
Caso a Justiça acate o pedido do MP, Moreira Sales poderá realizar uma nova eleição para prefeito e vice nos próximos meses.
A medida busca preservar a lisura do processo eleitoral e garantir que o resultado reflita a vontade livre dos eleitores da cidade.
O processo segue em tramitação na 92. Zona Eleitoral com sede em Goioerê.
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