O Núcleo de Umuarama do Gaeco deflagrou nesta sexta-feira (15) a operação do Gaeco batizada de Enigma. A ação apura crimes de lavagem de ativos, falsidade ideológica e sonegação fiscal. O alvo principal é um empresário de Goioerê. Ele atualmente ocupa cargo comissionado no governo estadual. Dessa forma, a investigação atinge uma figura pública relevante.
Luiz Roberto Costa, conhecido como Beto Costa, é o principal investigado. Ele foi prefeito de Goioerê por dois mandatos. Atualmente, ele atua como assessor da Casa Civil do Paraná. O cargo lhe rende um salário de R$ 13 mil. A operação contou com o apoio do Gaeco de Santa Catarina. Portanto, a investigação cruzou fronteiras estaduais.
As investigações apontam movimentações financeiras suspeitas. O ex-prefeito teria recebido R$5,7 milhões. Desse montante, R$ 934.762,06 entraram em espécie. Além disso, o Gaeco identificou saques suspeitos em contas bancárias. Os saques em dinheiro e cheques totalizam R$ 11.980.249,33. Esses valores também carecem de identificação de destinatários. Consequentemente, a evolução patrimonial do investigado preocupa os promotores.
Um dos indícios que chamou a atenção foi a incompatibilidade de renda. O patrimônio de Beto Costa cresceu de forma desproporcional. Suas fontes lícitas de renda não explicam esse aumento. Por conseguinte, o Gaeco suspeita de ocultação de bens. Os crimes teriam sido praticados por meio de pessoas jurídicas. Empresas vinculadas ao investigado podem ter facilitado o esquema.
Durante a operação, as equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão. Dois escritórios de contabilidade também receberam as equipes. Os agentes cumpriram ainda um mandado de busca pessoal. As ações ocorreram nos municípios de Goioerê e Balneário Camboriú (SC). Os policiais apreenderam documentos, anotações e aparelhos celulares. Todo esse material passará por perícia detalhada. Em seguida, os especialistas analisarão o conteúdo apreendido.
O Juízo de Garantias da Vara Criminal de Goioerê expediu os mandados. O mesmo juiz determinou cautelares patrimoniais significativas. O valor bloqueado chegou a R$ 21.519.048,52. A Justiça autorizou a apreensão de veículos de luxo. As contas bancárias do investigado também sofrerão bloqueio. Imóveis e outros ativos financeiros entram na lista de restrições. Desse modo, o patrimônio de Beto Costa ficará sob custódia judicial.
O Governo do Paraná agiu rapidamente após a operação. A gestão estadual exonerou o servidor Luiz Roberto Costa. A decisão saiu ainda na manhã desta sexta-feira (15). A exoneração ocorreu logo após a deflagração da Operação Enigma. Portanto, o governo cortou vínculo imediato com o investigado.
Durante entrevista coletiva no Fórum de Goioerê, os promotores falaram à imprensa. Eles relataram que as diligências continuarão nos próximos dias. Todo o material apreendido será minuciosamente analisado. Beto Costa era considerado braço direito do deputado estadual Márcio Nunes. Ele estava cotado para assumir a Secretaria de Agricultura do Paraná. Márcio Nunes se descompatibilizou da pasta em abril. No entanto, Beto Costa acabou nomeado como assessor da Casa Civil. Por fim, a investigação agora segue seu curso na Justiça.
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