O Paraná dá passos largos para se consolidar como referência na produção de vinhos e derivados. Atualmente, 444 produtores rurais estão envolvidos com a cultura da uva em todo o Estado. A edição de março e abril do Projeto Orgulho Paraná, iniciativa do Sistema FAEP, destaca justamente esses agricultores. Primeiramente, a proposta valoriza os produtos da agropecuária paranaense. Além disso, dá visibilidade a produtores de diferentes regiões do Estado.
A produção de uvas e vinhos movimenta cifras expressivas anualmente no Paraná. O setor gera R$ 261,7 milhões, graças à comercialização de 50 mil toneladas do produto. Os dados, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, mostram a pujança da atividade. As uvas ocupam mais de 3,5 mil hectares no território estadual. O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a importância do projeto. “Ele fortalece o sentimento de orgulho em todos os participantes da cadeia produtiva”, afirmou.
Alberto Horst, idealizador da vinícola Horst em Guarapuava, é um dos expoentes do projeto. Em 2020, ele e sua família adquiriram uma área inicialmente para criar gado. Com o tempo, porém, resolveram migrar para a produção de vinhos. Após estudos e viagens a países referência, fundaram a vinícola focada em vinhos finos de altitude. Rótulos como Dom Alberto (Malbec) e Lote Santa Cruz (Cabernet Franc) já ganham destaque.
O negócio começou com 10 mil mudas importadas da Europa. Hoje, já conta com 16 mil videiras em produção. A propriedade rapidamente se tornou ponto turístico pela beleza da plantação. “O diferencial está nas uvas vitiviníferas, pilar da produção de vinhos finos”, explica Alberto. A primeira safra, em 2023, produziu 5 mil quilos de uva. Em 2025, o número saltou para 20 toneladas, permitindo fabricar 17 mil garrafas.
Na região Norte do Paraná, em Marialva, a cooperativa Coaviti ganha cada vez mais destaque. Fundada em 2005, a vinícola nasceu da união de 20 pequenos produtores. Hoje, trabalha com duas frentes: vinhos tinto e branco, nas versões seco e suave. Tatiana Castelari, filha de produtores e atual presidente da cooperativa, explica o processo. “Cada etapa exige técnica, cuidado e respeito com a matéria-prima”, afirma. A participação no Projeto Orgulho Paraná, segundo ela, elevou o nome do negócio e da região.
Tradição centenária em Colombo
A Região Metropolitana de Curitiba também ganha destaque na produção vitivinícola. A vinícola Strapasson, em Colombo, foi fundada em 1889 por imigrantes italianos. O negócio começou com poucas mudas que fizeram sucesso na tradicional Festa da Uva. Jéssica Martini, sócia-proprietária, busca unir tradição e inovação. A empresa utiliza a Uva Terci para vinhos tintos e a Niágara para brancos e rosés. Recentemente, lançou cosméticos à base de vinho e prepara um perfume. “Queremos espalhar nosso conhecimento e levar o nome do Paraná para o Brasil”, conclui.
Rota turística fomenta desenvolvimento
Os números do setor tendem a crescer ainda mais com o lançamento da Rota Uva & Vinho Paraná. A iniciativa, lançada em fevereiro com apoio do Sistema FAEP, fomenta o turismo rural. O roteiro abrange 60 propriedades distribuídas em 31 municípios. Consequentemente, os produtores ganham visibilidade e os visitantes conhecem de perto o trabalho. O Paraná, portanto, consolida-se cada vez mais como destino enoturístico de excelência.
Fonte: FAEP/Assessoria
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