A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou uma grande operação nesta terça-feira (26). Ao todo, os agentes prenderam 33 pessoas. O alvo era uma organização criminosa que tentava se instalar no Paraná.
Para combater o grupo, a PCPR mobilizou equipes em 16 cidades de cinco estados. Além disso, a corporação destacou que esta foi a primeira operação do novo DRACO, o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado. A nova lei orgânica da PCPR criou o setor. Por isso, a ação ganhou ainda mais relevância.
Durante a operação, os policiais cumpriram 32 mandados de prisão preventiva. Além disso, executaram 34 mandados de busca e apreensão. Nos imóveis investigados, as equipes encontraram drogas, armas de diversos calibres e munições. Uma das apreensões também resultou em prisão em flagrante. Assim, o total de detidos chegou a 33 pessoas.
A PCPR utilizou recursos tecnológicos durante a operação. Cães de faro ajudaram na localização de entorpecentes. Ao mesmo tempo, helicópteros da corporação deram apoio aéreo às equipes em solo. Com isso, os policiais ampliaram a eficácia das diligências.
As ações ocorreram em várias cidades do Paraná. Entre elas estão Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais e Fazenda Rio Grande. Além disso, os mandados chegaram a Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Foz do Iguaçu e Paraíso do Norte.
Fora do estado, as equipes atuaram em cidades de Santa Catarina, como Florianópolis, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú. Além disso, os policiais cumpriram mandados no Rio de Janeiro, em Vila Velha, no Espírito Santo, e em Belém, no Pará.
A investigação começou em julho de 2025. Na época, as forças de segurança apuravam uma tentativa de roubo a banco em Bocaiuva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
Durante a ocorrência, os agentes prenderam 10 suspeitos diretamente ligados ao crime. Além disso, a polícia apreendeu drogas, armas de grosso calibre, pistolas, munições, dinheiro e equipamentos usados no roubo.
Em outubro, a PCPR avançou nas investigações. Os policiais identificaram o mentor da ação criminosa e conseguiram prendê-lo em Luiz Alves, em Santa Catarina. O suspeito estava foragido do sistema penitenciário.
Segundo as investigações, ele já estava preso quando o grupo tentou executar o roubo. Mesmo assim, coordenou toda a ação criminosa. Além disso, forneceu armamentos e explosivos aos comparsas. Por isso, os investigadores consideram sua participação decisiva.
Com o avanço das apurações, a PCPR identificou o perfil da organização criminosa. Segundo a investigação, os integrantes pertenciam a um grupo de atuação nacional.
O delegado Rodrigo Brown explicou que o roubo ao banco tinha um objetivo estratégico. De acordo com ele, os criminosos queriam levantar recursos para instalar uma célula da organização no Paraná. Dessa forma, o estado se tornaria uma nova área de expansão do grupo.
Além disso, a PCPR descobriu que o mentor ocupava posição de destaque na estrutura criminosa. Outros integrantes também participavam das decisões estratégicas. O grupo mantinha ainda um setor financeiro e uma ala dedicada ao tráfico de drogas.
Entre os alvos da operação, dois advogados chamaram a atenção dos investigadores. Segundo a PCPR, eles atuavam como mensageiros da organização criminosa.
A dupla transmitia ordens das lideranças presas aos integrantes que estavam nas ruas. Dessa maneira, o grupo mantinha a comunicação ativa mesmo com parte dos chefes no sistema penitenciário.
Além dos advogados, a polícia procura um homem considerado foragido. As investigações apontam que ele mandou executar homicídios em Curitiba e na Região Metropolitana.
Segundo a PCPR, o suspeito verificava o cumprimento das ordens da facção e organizava confrontos contra policiais. Por isso, os investigadores o consideram altamente perigoso.
Os levantamentos de inteligência revelaram que o tráfico de drogas seria a principal atividade da organização no Paraná. Além disso, o grupo pretendia ampliar a venda ilegal de armas e munições.
De acordo com a investigação, os criminosos concentrariam as ações principalmente no Litoral do Paraná. O esquema também atenderia estados vizinhos.
O delegado Rodrigo Brown destacou a importância da operação. Segundo ele, o DRACO prioriza o combate às organizações criminosas e busca impedir a instalação de grupos violentos no estado.
Brown afirmou ainda que facções com alto nível de violência poderiam repetir no Paraná os cenários registrados em outros estados. Por isso, segundo ele, a operação fortalece a segurança pública paranaense.
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