PF prende pai de dono do Banco Master na Operação Compliance Zero
A 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master. PF cumpre 7 mandados de prisão e 17 de busca.

O empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, foi preso na manhã desta quinta-feira (14). A Polícia Federal (PF) realizou a prisão na 6ª fase da Operação Compliance Zero. Agentes da própria corporação também estão entre os alvos da ação. Dessa forma, a investigação atingiu um novo patamar de abrangência. Em outras palavras, ninguém está acima da lei, nem mesmo os agentes públicos.
Em nota oficial, a corporação informou o objetivo da operação. Os investigadores querem aprofundar as apurações sobre uma organização criminosa. O grupo é suspeito de praticar condutas graves e sistemáticas. Entre elas, estão intimidação e coerção contra vítimas. Além disso, os suspeitos obtinham informações sigilosas de forma ilegal. Eles também realizavam invasões a dispositivos informáticos. Portanto, o esquema envolvia tecnologia e violência psicológica. Por essa razão, a PF considerou a operação de altíssima prioridade.
Mandados se espalham por três estados brasileiros
Os policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva. Eles também executam 17 mandados de busca e apreensão. O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu todas as ordens judiciais. As equipes cumprem os mandados em três estados diferentes. Mais especificamente, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais receberam as equipes. Consequentemente, a operação tem alcance interestadual e coordenado. Ademais, as equipes atuaram de forma simultânea para evitar vazamentos.
A Justiça também determinou outras medidas restritivas. Os investigados sofrerão afastamento de cargos públicos. O sequestro e o bloqueio de bens também foram autorizados. Desse modo, a ação atinge diretamente o patrimônio dos suspeitos. Assim, os investigados não poderão esconder ou dissipar seus bens.
Crimes investigados incluem corrupção e lavagem de dinheiro
A PF investiga uma série de crimes graves na operação. Os suspeitos respondem por ameaça e corrupção ativa e passiva. A lavagem de dinheiro também está na lista de ilicitudes. A organização criminosa completa o rol de acusações. Além disso, invasão de dispositivos informáticos configura outro crime. Por fim, violação de sigilo funcional fecha o conjunto de delitos. Assim, a complexidade do caso exige investigação minuciosa. Por isso, a PF dedicou equipes exclusivas para cada linha de apuração.
Fases anteriores já prenderam outros envolvidos
Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, a PF também agiu. A deflagração ocorreu na última quinta-feira (7). Os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária. Eles também executaram 10 mandados de busca e apreensão. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) está entre os investigados. Ele foi ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro. Portanto, a operação atinge figuras políticas de alto escalão. No entanto, a PF não revelou se novas fases estão planejadas.
Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, novas prisões ocorreram. A PF prendeu preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal. Paulo Henrique Costa foi um dos alvos daquela etapa. O advogado Daniel Monteiro também caiu na mesma fase. Ele atuava como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento. O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, está detido desde o início de março. Desse modo, a operação vem desmantelando a organização por partes.
Operação já cumpriu 96 mandados de busca
Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, os números impressionam. A PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão. As equipes atuaram em seis unidades federativas diferentes. Bahia, Distrito Federal e Minas Gerais receberam as equipes. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo completam a lista. A pedido da PF e do Ministério Público, a Justiça agiu rápido. O tribunal determinou o sequestro ou bloqueio de bens patrimoniais. O limite chegou a R$ 27,7 bilhões em valores. O afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos também ocorreu. Por fim, a investigação segue em andamento para desarticular completamente a organização criminosa. A expectativa é de que novas fases ainda aconteçam nos próximos meses
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