MPPR realiza campanha de combate à violência sexual contra crianças
O Ministério Público do Paraná inicia campanha de combate à violência sexual em escolas de todo o estado.

O Ministério Público do Paraná inicia na próxima semana uma campanha integrada nas escolas. A ação visa o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. A iniciativa faz alusão ao dia 18 de maio. Essa data é nacionalmente dedicada ao tema. Dessa forma, o MPPR reforça seu compromisso com a proteção dos jovens. Em outras palavras, a instituição coloca a infância como prioridade absoluta.
As atividades acontecerão entre os dias 18 e 22 de maio. Pelo menos 180 Promotores e Procuradores de Justiça participarão da ação. Eles promoverão palestras e conversas com alunos e professores. O público-alvo são as turmas de 4º e 5º anos do ensino fundamental. Além disso, as palestras levarão informações importantes sobre prevenção. Portanto, a campanha abordará o enfrentamento do abuso e da exploração sexual. Por isso, os organizadores prepararam materiais didáticos específicos para cada faixa etária.
Objetivo é criar espaço para crianças falarem sobre o tema
O objetivo das palestras é bastante claro e relevante. Os promotores querem criar espaço para as crianças falarem. Elas precisam de oportunidade para discutir o tema abertamente. As palestras ajudarão a desmitificar medos, culpas e inseguranças. Esses sentimentos muitas vezes impedem os jovens de buscar ajuda. Consequentemente, muitas vítimas sofrem em silêncio por anos. Desse modo, a campanha quebra esse ciclo de isolamento.
A campanha também busca agilizar a proteção das vítimas. As crianças precisam saber que podem contar com adultos de confiança. Atitudes rápidas podem evitar danos maiores no futuro. Por isso, a informação é a principal ferramenta de prevenção. Ademais, os promotores ensinarão os alunos a identificar situações de risco.
Procurador-Geral destaca importância da ação
O Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, fez questão de comentar a campanha. Ele destacou que a atuação do Ministério Público transforma vidas. Muitas vezes, essa mudança não é percebida de imediato. No entanto, ela é profundamente significativa para os envolvidos. Em sua visão, cada criança retirada do risco representa uma vitória.
“Trabalhamos para retirar crianças e adolescentes de situações de risco”, enfatizou Zanicotti. O objetivo é interromper agressões em andamento. A ação também evita danos que poderiam se perpetuar por toda a vida. Desse modo, o impacto da campanha se estende por gerações. Assim, o trabalho preventivo nas escolas salva vidas a longo prazo.
Números mostram crescimento expressivo da campanha
Os números comprovam o sucesso crescente da iniciativa. Em 2023, primeiro ano da ação, 10 mil alunos e professores participaram. A campanha atingiu 125 escolas do ensino fundamental da rede pública. Já em 2024, o salto foi impressionante. 29 mil alunos e professores de 362 escolas participaram das atividades. Em 2025, por sua vez, 41.751 pessoas foram diretamente impactadas pelas palestras. 150 membros do MPPR realizaram as ações no último ano. As palestras ocorreram em 580 instituições de ensino em todo o estado. Por conseguinte, a campanha ampliou seu alcance ano após ano. Portanto, a tendência é de crescimento contínuo para 2026.
Premiação nacional reconhece qualidade da iniciativa
Em reconhecimento aos resultados alcançados, a ação conquistou prêmios importantes. Em 2023, a campanha ficou em segundo lugar no 21º Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça. A premiação ocorreu na categoria “Campanha Institucional de Interesse Público”. Em 2024, o MPPR conquistou o terceiro lugar na 12ª edição da premiação do CNMP. A categoria foi “Diálogo com a Sociedade”. Assim, a qualidade do trabalho recebeu reconhecimento nacional consecutivo. Dessa maneira, a campanha se consolida como referência no país.
Dados mostram que violência acontece dentro de casa
Segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os números são alarmantes. Crianças e adolescentes representaram a maior parte das vítimas de estupro. Meninas são a grande maioria dos casos registrados. Elas configuram 77,6% das vítimas no ano de 2024. O resultado se mantém semelhante aos dos anos anteriores. Infelizmente, a realidade pouco mudou nesse período.
A maior parte dos estupros aconteceu dentro de casa. Em 65,7% dos registros, a residência foi o local do crime. Nos casos de estupro de vulnerável, o percentual sobe para 67,9%. A residência segue sendo o principal cenário dessa violência. Portanto, o agressor muitas vezes convive com a vítima no mesmo ambiente familiar. Por fim, a campanha do MPPR busca romper essa realidade silenciosa e cruel.
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