Brasil bate recorde de transplantes em 2025 e Paraná se destaca na captação
O recorde de transplantes no Brasil alcançou 31 mil procedimentos em 2025. Paraná realizou 1.715 transplantes até novembro do ano passado.

O Brasil atingiu um recorde de transplantes em 2025. O país realizou 31 mil procedimentos no ano passado. Esse número representa um crescimento expressivo de 21%. Em 2022, os médicos realizaram 25,6 mil transplantes. O resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema. Além disso, o fortalecimento de parcerias institucionais ajudou bastante. A ampliação do acesso dos pacientes também contribuiu para o recorde. Dessa forma, mais vidas foram salvas em todo o território nacional.
A Central Nacional de Transplantes coordenou a distribuição interestadual de órgãos. Essa estratégia se mostrou decisiva para os bons resultados. Em 2025, a central viabilizou 867 transplantes renais. Os médicos realizaram 375 procedimentos hepáticos. Cem transplantes cardíacos também aconteceram no período. Vinte e cinco pulmonares e quatro de pâncreas completam a lista. Essa estratégia atende prioridades clínicas importantes. Além disso, reduz perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia. Portanto, a distribuição interestadual salva vidas.
Força Aérea e companhias aéreas realizaram 4.808 voos para transportar órgãos
Os resultados também refletem um esforço conjunto notável. O Ministério da Saúde firmou parcerias com companhias aéreas. A Força Aérea Brasileira (FAB) também participa ativamente dessa rede. O objetivo é garantir o transporte ágil de órgãos e equipes. Em 2025, a parceria realizou 4.808 voos. Esse número representa um aumento de 22% em relação a 2022. Dessa forma, os órgãos chegam a tempo ao destino. As chances de transplante aumentam significativamente com essa logística. Mais vidas são salvas em diferentes regiões do país.
O número de equipes de captação também cresceu no período. Em 2022, o país contava com 1.537 profissionais. Em 2026, esse número chegou a 1.600 equipes. Esses profissionais identificam potenciais doadores com mais eficiência. Apesar dos avanços, um desafio ainda persiste. A recusa familiar à doação de órgãos preocupa as autoridades. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação. Essa decisão limita o número de transplantes possíveis. A recusa acontece em um momento de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão fica mais segura. Assim, mais vidas podem ser salvas.

Paraná realizou 1.715 transplantes até novembro de 2025
O Paraná se destaca como referência em captação e transplante de órgãos. O Estado realizou 1.715 transplantes até novembro de 2025. Os dados são do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR). A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou os números oficiais. Os médicos realizaram 410 transplantes de rim no período. Além disso, fizeram 264 procedimentos de fígado. Vinte e nove transplantes de coração também aconteceram. Oito transplantes de pâncreas/rim e quatro de fígado/rim completam a lista. Por fim, mil transplantes de córnea foram realizados no Estado.
Em 11 meses de 2025, o Paraná contabilizou 425 doações efetivas de órgãos. Essas doações permitiram a realização de muitos procedimentos. Além disso, o Estado enviou órgãos para outros estados. Uma única doação pode gerar até 8 órgãos e tecidos. Pele, ossos e córneas também são captados. Dessa forma, a chance de vida se multiplica para inúmeras pessoas. O SET/PR possui quatro unidades regionais estruturadas. As Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) atuam em Londrina, Maringá, Cascavel e Curitiba. Essas unidades trabalham na busca de órgãos. Setenta hospitais notificantes integram a rede estadual.

O secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, destacou a eficiência paranaense. “O Paraná tem uma rede de captação muito eficaz”, afirmou ele. O transporte e a realização de transplantes também funcionam bem. O Sistema Estadual de Transplantes trabalha de forma integrada. Trinta e quatro equipes transplantadoras de órgãos atuam no Estado. Setenta e duas equipes cuidam de tecidos. Os laboratórios especializados também apoiam o sistema. Cerca de 700 profissionais estão envolvidos em todo o processo. Por fim, o secretário enfatizou a importância desse trabalho conjunto. A integração salva vidas diariamente no Paraná.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL + AEN/PR
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