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Prefeito prorroga intervenção na Santa Casa de Goioerê

Prefeito Pedro Coelho prorroga intervenção na Santa Casa de Goioerê após um ano de gestão. Gestão municipal critica falta de repasses estaduais para o hospital.

Redação 104 News

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Prefeito prorroga intervenção na Santa Casa de Goioerê

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O prefeito de Goioerê, Pedro Coelho, decidiu prorrogar a intervenção administrativa na Santa Casa Maria Antonieta por meio de um novo decreto. A publicação oficial deve ocorrer ainda nesta sexta-feira (28). A medida, portanto, estende o período de gestão extraordinária do hospital, que completou um ano de trabalho focado na reorganização da instituição.

O interventor Brito da Saúde, que também ocupa o cargo de vice-prefeito, permanecerá à frente do processo ao lado da comissão da Santa Casa. A equipe nomeada pelo prefeito assumiu a gestão em meio a uma grave crise financeira, com a instituição enfrentando insolvência e dificuldades operacionais.

A intervenção foi feita no dia 27 de agosto de 2025 por um prazo de um ano.

Avanços e desafios após um ano de gestão

Durante o período de intervenção, a administração municipal adotou medidas rigorosas de reestruturação, controle e organização financeira. O objetivo principal, desse modo, consistiu em recuperar a saúde econômica do hospital e assegurar a continuidade dos atendimentos à população. O Município de Goioerê contou, ao longo desse processo, com o apoio dos municípios da região por meio do consórcio regional. Essa parceria, segundo a administração municipal, revelou-se fundamental para enfrentar as dificuldades da Santa Casa. Como resultado, a instituição começou a apresentar avanços consideráveis na gestão e na área financeira. Apesar disso, a administração reconhece que ainda existem questões administrativas, estruturais, assistenciais e operacionais a serem consolidadas.

Governo municipal critica bloqueio de recursos estaduais

Paralelamente aos esforços do Município e dos parceiros regionais, a gestão de Pedro Coelho critica duramente a decisão do Governo do Estado. A Secretaria de Estado da Saúde, comandada pelo deputado federal Beto Preto, não autorizou recursos estaduais que poderiam beneficiar a Santa Casa. Essa negativa, de acordo com a administração municipal, causou surpresa e revolta na equipe gestora.

O prefeito alega, ainda, que a Santa Casa Maria Antonieta foi a única instituição em intervenção na região a sofrer o corte dos repasses. O Governo Municipal afirma que não recebeu uma justificativa lógica ou aceitável para a medida. Diante desse cenário, a administração precisou ampliar seus próprios esforços para garantir a manutenção do hospital. O Município, portanto, assumiu sozinho um ônus que deveria ser compartilhado com a esfera estadual.

A continuidade da intervenção e as expectativas futuras

Para o prefeito Pedro Coelho e para o interventor Brito da Saúde, a prorrogação da intervenção representa a continuidade de um trabalho essencial de reconstrução. A interrupção do processo neste momento, conforme alerta a administração, poderia representar um risco imediato à continuidade das medidas em andamento. A instituição, afinal, ainda não reúne condições plenas para conduzir sua gestão de maneira autônoma e sustentável. Dessa forma, justifica-se a manutenção da intervenção por um período mais longo, evitando-se uma descontinuidade prematura.

A expectativa do Governo Municipal, portanto, é consolidar os avanços obtidos durante o primeiro ano. Além disso, a gestão busca manter o atendimento à população e encontrar novas alternativas para garantir a sustentabilidade financeira do hospital. A administração reforça, por fim, a importância da união entre o Município de Goioerê, os municípios da região, a direção da Santa Casa e os demais parceiros.

O hospital, como maior instituição da região, precisa continuar exercendo seu papel de referência no atendimento à saúde da população. A decisão de prorrogar a intervenção, embora necessária, não impede que o município continue cobrando do Governo Estadual os repasses devidos. A luta pela saúde pública, portanto, permanece como prioridade máxima da gestão municipal.

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