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Servidor de Cafeara perde cargo após condenação por peculato

Servidor condenado por peculato perdeu o cargo público após inserir dados falsos no sistema municipal para obter vantagens pessoais.

Redação 104 News

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Servidor de Cafeara perde cargo após condenação por peculato

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Um servidor de Cafeara condenado por peculato perdeu o cargo público após uma decisão favorável ao Ministério Público do Paraná (MPPR). Além disso, a Justiça reconheceu que o técnico administrativo municipal usou a função para inserir dados falsos no sistema da prefeitura e obter vantagens pessoais.

A Promotoria de Justiça de Centenário do Sul apresentou a ação penal responsável pelo processo. Nesse sentido, o MPPR apontou que o servidor cometeu o crime ao manipular informações administrativas para alterar pagamentos.

Servidor alterou gratificações sem autorização

Segundo a denúncia do MPPR, os fatos ocorreram em setembro de 2025. Naquele período, o servidor modificou valores de gratificações próprias e de outros dois colegas sem autorização.

Além disso, ele criou decretos e portarias falsas para justificar os benefícios. Dessa forma, inseriu informações irregulares no sistema informatizado do município.

Como resultado, os lançamentos indevidos geraram pagamentos de R$ 567,09 ao próprio servidor. Além disso, os outros funcionários receberam R$ 567,10 e R$ 1.417,35 de forma irregular.

Colegas identificaram irregularidades

Após perceberem as alterações, os servidores contestaram os pagamentos realizados.

Em seguida, eles procuraram a autoridade policial e apresentaram as informações sobre as mudanças feitas no sistema municipal.

Diante disso, o Ministério Público reuniu elementos e denunciou o técnico administrativo pelo crime de peculato.

MPPR destaca quebra de confiança

Durante a ação penal, a Promotoria afirmou que o uso do cargo para alterar dados oficiais representou uma grave violação dos deveres funcionais.

Além disso, o órgão destacou que a conduta demonstrou desrespeito aos princípios da moralidade e da probidade administrativa.

Por esse motivo, a Justiça determinou a perda do cargo público ocupado pelo condenado.

Condenação inclui medidas alternativas

O homem recebeu pena de dois anos e dez meses de prisão. Entretanto, a Justiça substituiu a pena por prestação de serviços comunitários e interdição temporária de direitos.

Nesse caso, a medida impede que o condenado frequente bares, casas de jogos e casas de prostituição durante o período estabelecido na sentença.

Por fim, o Juízo Criminal de Centenário do Sul proferiu a decisão em 9 de julho. A sentença já transitou em julgado e, portanto, não permite novos recursos.

O processo tramita sob o número 0001951-33.2025.8.16.0066.

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