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Anvisa conecta suspensão da Ypê a contaminação de 2025

A suspensão de produtos Ypê tem conexão com histórico de contaminação por bactéria. Anvisa identificou falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação.

Redação 104 News

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Anvisa conecta suspensão da Ypê a contaminação de 2025

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A Anvisa relacionou a suspensão dos produtos Ypê com um caso anterior. A inspeção, de acordo com a agência, foi motivada por um histórico de contaminação. A empresa registrou esse problema em novembro de 2025. A informação foi confirmada ao g1 pela agência nesta quinta-feira (7). A medida abrange todos os lotes com numeração final 1. Os produtos afetados incluem detergentes, sabões líquidos e desinfetantes. A fábrica (foto) fica na unidade da Química Amparo, em Amparo (SP). Dessa forma, a suspensão tem base em fatos concretos.

Em novembro do ano passado, a fabricante já havia agido preventivamente. Ela anunciou um recolhimento voluntário cautelar de lotes específicos. O motivo foi a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Essa bactéria, segundo especialistas, pode causar infecções graves. A inspeção atual, conforme a Anvisa, aconteceu entre 27 e 30 de abril. A ação foi conjunta com órgãos estaduais e municipais. O CVS-SP e o Grupo de Campinas participaram da fiscalização. A Vigilância Sanitária municipal de Amparo também integrou a equipe. Os fiscais avaliaram principalmente as linhas de produtos líquidos. Lava-louças, lava-roupas e desinfetantes receberam a avaliação técnica. Portanto, a fiscalização foi ampla e minuciosa.

Anvisa identificou falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação

A Anvisa identificou descumprimentos relevantes durante a inspeção. As chamadas Boas Práticas de Fabricação estavam comprometidas. Os fiscais encontraram fragilidades em vários sistemas importantes. O sistema de garantia da qualidade apresentou problemas graves. O controle de qualidade também falhou significativamente. Os processos de limpeza e sanitização estavam inadequados. A validação e o controle microbiológico mostraram falhas. Esses aspectos, segundo a agência, são diretamente relacionados à prevenção. Eles evitam desvios microbiológicos e contaminações por microrganismos. Dessa forma, as falhas colocam em risco a saúde do consumidor.

A agência classificou as medidas como preventivas e proporcionais. O recolhimento e a suspensão da fabricação foram necessários. A comercialização, distribuição e uso também foram suspensos. Após o episódio de novembro, a Anvisa acompanhou o recolhimento. Ela recebeu informações sobre as quantidades recolhidas. A destinação dos produtos também foi monitorada pela agência. O caso seguiu em monitoramento sanitário constante. Isso motivou a nova inspeção para avaliar a eficácia. A agência queria saber se as Boas Práticas estavam sendo cumpridas.

Ypê manifesta indignação e afirma que vai recorrer da decisão

A Ypê manifestou indignação com a decisão da Anvisa. A empresa classificou a medida como arbitrária e desproporcional. Ela informou, por meio de nota, que vai recorrer da suspensão. A empresa afirma ter laudos de análises independentes. Esses laudos comprovam que os produtos são totalmente seguros. Eles são adequados para consumo, de acordo com a Ypê. A empresa possui fundamentação científica robusta, segundo o comunicado. Testes e laudos técnicos independentes atestam a segurança dos produtos. As categorias atingidas são lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetante. A Ypê descarta problemas atuais com a bactéria encontrada. A empresa, por fim, confia na reversão da decisão judicialmente.

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