Denúncia do MPPR aponta execução de quatro homens
Denúncia do MPPR acusa pai e três filhos por executar quatro homens e ocultar corpos em área rural após cobrança de dívida.

CASO ICARAÍMA – A denúncia do Ministério Público do Paraná acusa pai e três filhos por executar quatro homens em uma propriedade rural após cobrança de dívida. Os denunciados respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada, conforme o MPPR, e todos estão presos preventivamente.
Origem do conflito
Segundo as apurações, as vítimas vieram de São Paulo para cobrar uma dívida de R$ 255 mil ligada à compra de um terreno. Para não pagar o valor, os denunciados atraíram os quatro homens para uma emboscada na propriedade rural da família em Icaraíma. Na emboscada, os denunciados executaram todos os homens a tiros e atuaram para esconder os corpos e os veículos das vítimas. Em seguida, eles depositaram os cadáveres em sepulturas clandestinas localizadas a cerca de 14 quilômetros do local dos homicídios, segundo o MPPR.
Tentativa de atrapalhar as investigações
Ainda conforme o MPPR, os denunciados apagaram dados e alteraram sistemas de celulares apreendidos para dificultar as investigações policiais naquele momento. As apurações apontaram que pai e filhos atuavam como associação criminosa armada desde pelo menos dezembro de 2023 na região. Os investigadores identificaram veículos com placas adulteradas, circulação financeira clandestina e bunkers de alvenaria construídos em áreas rurais para uso dos criminosos.
Qualificadoras e pedido de reparação
Na denúncia, o MPPR sustentou motivo torpe, meio cruel, emboscada e uso de armas restritas como qualificadoras dos quatro homicídios. Além das penas previstas em lei, o Ministério Público pediu a fixação de R$ 500 mil por família como reparação cível. O pedido busca compensar danos morais e materiais causados aos familiares de cada uma das quatro vítimas do caso, na avaliação do órgão.
Andamento do processo
O processo 0000845-58.2025.8.16.0091 tramita na Justiça estadual e segue sob análise após a Promotoria de Justiça de Icaraíma oferecer a denúncia em 2 de novembro. O MPPR reforça que a denúncia representa o início da resposta penal e que as investigações continuam na comarca.
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