Gaeco desarticula esquema de venda ilegal de armas e lavagem de dinheiro
Operação Arma Venalia do Gaeco investiga venda ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Polícia cumpre mandados e apreende veículos avaliados em R$ 1 milhão.

O Gaeco deflagrou a Operação Arma Venalia nesta sexta-feira (28) em Cascavel. A investigação teve início há meses, durante a Operação Primeiros Passos, em fevereiro deste ano. Naquela ocasião, os investigadores encontraram indícios que apontavam para um esquema de venda ilegal de armas. Além disso, um dos suspeitos mantinha contato com pessoas que ofereciam pistolas e revólveres para comercialização.
O delegado Fernando de Carvalho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, explicou os detalhes da operação. Dessa forma, as equipes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.
Polícia encontra pistola municiada e prende homem em flagrante
Em um dos endereços vasculhados, os agentes encontraram um homem com uma pistola calibre .22 municiada. Assim, a equipe o prendeu em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Além disso, os policiais apreenderam US$ 1.010 em dinheiro durante as diligências. Outros materiais também foram recolhidos e passarão por análise detalhada. Os investigadores ainda buscam compreender a extensão do esquema criminoso. Porém, a operação revelou algo além do comércio ilegal de armamentos.

Movimentação atípica de locadora de veículos levanta suspeitas
Durante as investigações, os agentes identificaram indícios de uma possível estrutura para lavagem de dinheiro. Uma empresa de locação de veículos chamou a atenção pelo perfil e quantidade de automóveis. A frota, avaliada em quase R$ 1 milhão, apresentava características incomuns para o ramo. O delegado ressaltou que a movimentação financeira da empresa parecia atípica. Por isso, a Justiça determinou o sequestro dos veículos.
O Gaeco suspeita que a locadora servia para ocultar a origem ilícita dos recursos. Logo, os automóveis podem estar relacionados ao patrimônio investigado.
Endereço da empresa não condiz com atividade declarada
Outro ponto que despertou suspeitas foi a sede da locadora. O endereço correspondia à residência de um dos investigados. O local não apresentava fachada, placas ou qualquer sinal de funcionamento empresarial. “Não existe nada que indique que ali funciona uma empresa de locação de veículos”, afirmou o delegado.
Além disso, os veículos vinculados ao CNPJ não condizem com o perfil esperado para o comércio. Esses elementos, somados a outras diligências, reforçaram a suspeita de lavagem de capitais. Portanto, a investigação precisará aprofundar essas questões.
Investigação segue em duas frentes principais
A Operação Arma Venalia prossegue com dois eixos de apuração. O primeiro investiga a venda ilegal de armas de fogo na região. O segundo busca confirmar se a empresa foi utilizada para lavagem de dinheiro. O delegado esclareceu que ainda é cedo para afirmar a existência do crime financeiro.
A equipe precisa aprofundar as análises para identificar o crime antecedente. “Nada impede que, com o aprofundamento, a gente verifique que esses investigados ou outras pessoas tenham esse ramo de atividade”, completou. Dessa maneira, novas pessoas ainda podem ser incluídas na investigação.
Celulares e documentos serão periciados
Os aparelhos celulares, documentos e demais materiais apreendidos passarão por perícia. A análise dos dispositivos eletrônicos poderá revelar novas conexões entre os suspeitos. As informações sobre a negociação de armas e a movimentação financeira também serão detalhadas. Novas pessoas podem ser incluídas na investigação caso surjam elementos consistentes.
O Gaeco reforça que a operação segue em andamento para desvendar toda a trama criminosa. Enquanto isso, a população pode colaborar com denúncias anônimas pelo Disque-Denúncia 181. Por fim, as autoridades trabalham para identificar a extensão do grupo e a origem dos recursos.
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