A Polícia Civil de São Paulo prendeu quatro pessoas nesta terça-feira, 24 de março, durante uma operação contra o golpe do “falso advogado”. Primeiramente, a Justiça expediu seis mandados de busca e apreensão no estado. As investigações, conduzidas em parceria com a polícia catarinense, revelaram um esquema sofisticado de estelionato. Além disso, o Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de SP deu suporte às diligências.
Os golpistas atuavam com um método bem definido. Primeiramente, eles se passavam por advogados das vítimas e informavam que um precatório havia saído. Em seguida, solicitavam o pagamento de taxas inexistentes via Pix, alegando urgência. Para tornar o golpe mais convincente, os criminosos acessavam processos judiciais em andamento. Eles conseguiam as senhas dos legítimos advogados das vítimas. Consequentemente, obtinham informações detalhadas sobre cada caso.
Após coletar os dados, os suspeitos avançavam para a fase de contato. Eles clonavam fotos dos advogados retiradas de redes sociais. Em seguida, ligavam para as vítimas usando essas imagens para criar credibilidade. De acordo com a polícia, o crime começava em São Paulo. No entanto, quando a vítima efetuava o pagamento, o esquema migrava para outro estado. Dessa forma, dificultavam o rastreamento dos valores.
Os autos da operação serão formalizados na 2ª Delegacia de Capturas, no Palácio da Polícia Civil. Os investigados responderão pelo crime de estelionato qualificado de natureza cibernética. A pena para esse tipo de delito pode chegar a oito anos de reclusão. Além disso, os criminosos podem responder por associação criminosa.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu orientações para a população. O golpe do falso advogado geralmente busca persuadir a vítima a fornecer dados pessoais. Os criminosos pedem chaves de acesso ao Pix, senhas ou informações bancárias. Eles também podem se passar por representantes de instituições financeiras. O esquema, segundo a OAB, é eficaz porque os golpistas têm acesso a dados públicos de processos judiciais.
Para evitar cair no golpe, a OAB recomenda algumas medidas. Primeiramente, jamais acreditar em pessoas ou números desconhecidos. Além disso, sempre verificar a veracidade da informação recebida por WhatsApp. O cliente deve entrar em contato com o advogado pelos canais oficiais. Outra opção é comparecer pessoalmente ao escritório de advocacia. Dessa forma, a população se protege contra esse tipo de estelionato.
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