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Operação Via Pix avança contra policiais suspeitos de corrupção

Operação Via Pix cumpre 24 mandados e afasta 12 policiais rodoviários suspeitos de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Redação 104 News

Redação 104 News

Operação Via Pix avança contra policiais suspeitos de corrupção

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A Operação Via Pix entrou nesta quinta-feira (13) em sua segunda fase, com ações contra policiais suspeitos de integrar um esquema criminoso nos Campos Gerais e Norte Pioneiro.

O Gaeco de Ponta Grossa coordenou a operação com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.

Ao todo, as equipes cumpriram 24 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o afastamento cautelar de 12 policiais rodoviários estaduais.

As investigações apuram, em tese, crimes de concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Mandados foram cumpridos em 11 cidades

As equipes cumpriram as ordens judiciais em Ponta Grossa, Castro, Jaguariaíva e Ibaiti.

Além disso, os agentes realizaram buscas em Arapoti, Wenceslau Braz, Guarapuava, Joaquim Távora e Curiúva.

As diligências também ocorreram em Sengés e Guapirama. A Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual autorizou as medidas.

Durante a operação, os policiais efetuaram cinco prisões em flagrante. Quatro prisões ocorreram por posse irregular de armas e munições.

Já a quinta prisão ocorreu por suspeita de obstrução da Justiça.

Investigação começou em 2025

O Gaeco iniciou as investigações em março de 2025. Posteriormente, em outubro do mesmo ano, o órgão deflagrou a primeira fase da Operação Via Pix.

Naquela ocasião, as equipes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça afastou sete policiais rodoviários de suas funções.

Agora, a nova fase busca ampliar as provas contra outros policiais que teriam ligação com a organização criminosa.

Além disso, a investigação mira empresários que podem ter participado do esquema. As equipes também cumpriram mandados relacionados a essas pessoas.

Empresários são investigados por pagamento de propina

Segundo o Gaeco, existem fortes indícios de acordos entre os policiais investigados e empresários dos setores de transporte de cargas e madeira.

Conforme a apuração, os empresários pagariam propinas mensais aos agentes. Em troca, os policiais deixariam de realizar determinadas fiscalizações nas rodovias estaduais.

Além disso, os investigadores encontraram indícios de outra prática irregular.

Os policiais teriam recebido valores para alterar informações em boletins de ocorrência relacionados a acidentes de trânsito.

Dessa forma, as empresas envolvidas poderiam obter vantagens perante o Detran e também junto a seguradoras.

Operação também apura tráfico de drogas

Paralelamente, o Gaeco cumpriu três mandados de busca e apreensão em Jaguariaíva.

As ordens partiram da Vara de Garantias do município. Nesse caso, os investigadores apuram um possível esquema de tráfico de drogas.

Segundo o Ministério Público, a investigação surgiu após elementos encontrados durante a primeira fase da Operação Via Pix.

A apuração também aponta possível participação de um dos policiais investigados no acobertamento do esquema.

Por isso, os agentes realizaram buscas nas residências de três pessoas em Jaguariaíva.

Investigação continua

Com a segunda fase, o Gaeco pretende esclarecer a participação de outros policiais e empresários no suposto esquema.

Além disso, os investigadores devem analisar documentos, equipamentos e demais materiais recolhidos durante as buscas.

A operação também procura identificar a extensão dos crimes e o eventual fluxo de dinheiro entre os envolvidos.

Enquanto isso, os policiais afastados deixam as funções operacionais durante o período determinado pela Justiça.

O caso continua sob investigação, e os suspeitos ainda terão direito à ampla defesa e ao contraditório no decorrer do processo.

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