A Polícia Civil do Paraná realizou uma grande operação nesta quarta-feira (20). Mais especificamente, a ação aconteceu nas primeiras horas do dia. Ao todo, a PCPR prendeu 26 pessoas. Para isso, a Polícia Militar e a Polícia Penal apoiaram a ofensiva. O principal objetivo foi desarticular uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas. As cidades alvo ficam na região Sudoeste do Estado. Portanto, a região mais atingida fica longe da capital.
A PCPR utilizou um helicóptero durante a operação. Cães de faro também participaram das ações. Esses recursos aumentaram a eficácia das diligências. Além das 26 prisões, os policiais cumpriram 27 mandados de busca. Em um dos casos, houve um flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Dessa forma, a operação atingiu resultados expressivos. Com isso, a polícia enfraquece o crime organizado.
Os mandados de busca alcançaram diversas cidades paranaenses. Entre elas estão Pato Branco e Palmas. Francisco Beltrão e Dois Vizinhos também integram a lista. Santa Teresa do Oeste e União da Vitória aparecem na sequência. Planaltina do Paraná e São José dos Pinhais completam o grupo. Portanto, a organização criminosa tinha ramificações por todo o Sudoeste. Dessa maneira, a ação teve abrangência regional.
As diligências atuais são fruto de um longo trabalho investigativo. A PCPR iniciou as apurações em 2023. Em novembro daquele ano, os policiais deflagraram uma operação inicial. Naquela ocasião, muitos maridos e companheiros foram presos. Contudo, as mulheres deles continuaram no crime. A delegada Alini Simadon explica o que aconteceu depois. Segundo ela, as esposas assumiram o comando das ações criminosas. Por causa disso, a polícia precisou investigar novamente.
A investigação começou especificamente em Palmas. Após a primeira operação, a PCPR seguiu apurando os fatos. Os policiais identificaram uma célula regional da organização criminosa. Esse grupo tinha atuação nacional. Ele se relacionava a diversas práticas ilícitas com armas e drogas. O delegado Kelvin Bressan traz mais detalhes. Ele verificou a presença de muitas mulheres jovens no grupo. Elas atuavam como articuladoras das atividades criminosas. Além disso, repassavam informações entre os membros. Por fim, aplicavam a disciplina dentro da facção. Dessa forma, elas comandavam a estrutura criminosa.
A PCPR não encerra o trabalho com essas prisões. Os policiais seguem em investigação a partir dos elementos de prova obtidos. A organização criminosa sofreu um duro golpe. Todos os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.
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