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PNL 2050 prevê R$ 1,2 trilhão em logística

PNL 2050 prevê R$ 1,225 trilhão em investimentos para ampliar a infraestrutura logística brasileira até 2050.

Redação 104 News

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PNL 2050 prevê R$ 1,2 trilhão em logística

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O PNL 2050 entra em vigor nesta quarta-feira (12) para orientar o planejamento da infraestrutura de transportes do Brasil até 2050.

O plano servirá como referência para investimentos públicos e privados em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

Ao todo, o documento prevê R$ 1,225 trilhão em investimentos em infraestrutura logística durante os próximos 24 anos.

Desse montante, R$ 734,4 bilhões devem vir da iniciativa privada. Já o setor público deverá investir R$ 490,5 bilhões.

Plano define prioridades

Elaborado dentro do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o PNL identifica os principais gargalos da logística brasileira.

A partir dessa análise, o documento estabelece 112 objetivos prioritários para atender demandas atuais e futuras.

Além disso, o plano busca estimular o desenvolvimento regional e melhorar a integração do território nacional.

Para alcançar esses objetivos, o PNL definiu 31 eixos prioritários de transporte.

Desse total, 12 eixos envolvem rodovias, oito contemplam ferrovias, quatro abrangem hidrovias e sete são intermodais.

Entre as medidas previstas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários. Além disso, o plano prevê a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária.

Cabotagem ganha espaço

Durante o lançamento em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro (foto), destacou mudanças incorporadas ao novo planejamento.

Entre elas, o documento passa a considerar a cabotagem, modalidade que utiliza a navegação entre portos do mesmo país.

Segundo Santoro, o Brasil precisa ampliar a atenção ao transporte marítimo entre portos nacionais.

O ministro também apontou a necessidade de avançar no transporte aéreo de cargas.

Integração entre modais

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou os avanços recentes na infraestrutura brasileira.

Segundo ele, os investimentos privados contribuíram para ampliar a capacidade e melhorar a eficiência dos portos e aeroportos.

Entretanto, o PNL aponta que os diferentes modais precisam trabalhar de forma integrada.

Nesse sentido, portos dependem de acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários para funcionar com maior eficiência.

Além disso, o plano prevê maior participação das ferrovias no transporte de cargas.

A estratégia busca reduzir a dependência das rodovias e melhorar o escoamento da produção brasileira.

Rodovias ainda predominam

Atualmente, as rodovias respondem por 54% da movimentação de cargas no país.

Por outro lado, ferrovias e hidrovias ainda apresentam baixa participação na matriz logística brasileira.

O PNL também identifica dificuldades para transportar a produção, problemas de abastecimento em regiões isoladas e obstáculos à integração entre os modais.

Diante desse cenário, o plano prioriza projetos que ampliem a intermodalidade e conectem diferentes formas de transporte.

Investimentos buscam reduzir custos

Com a integração dos modais, o governo espera reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

Além disso, a estratégia busca melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração entre diferentes regiões.

O PNL 2050 também estabelece atenção especial às desigualdades regionais.

Por isso, o documento prioriza projetos no Norte e no Nordeste, regiões que enfrentam desafios específicos de infraestrutura.

Sustentabilidade entra no planejamento

O novo plano também incorpora critérios relacionados à sustentabilidade e às mudanças climáticas.

Entre as diretrizes estão medidas de adaptação climática, redução de emissões e proteção da biodiversidade.

Para o presidente da Infra, Jorge Bastos, o PNL precisa manter credibilidade e continuidade para atravessar diferentes governos.

Assim, o planejamento busca estabelecer uma estratégia de longo prazo para orientar investimentos e decisões no setor de transportes.

O objetivo final é construir uma infraestrutura mais integrada, eficiente e preparada para as demandas logísticas do Brasil até 2050.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

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