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Anvisa debate novas regras para canetas emagrecedoras

Uso indiscriminado de canetas emagrecedoras preocupa autoridades. Anvisa debate novas regras; entidade sugere até bloqueio temporário da manipulação.

Redação 104 News

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Anvisa debate novas regras para canetas emagrecedoras

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O uso de canetas emagrecedoras explodiu nos últimos meses. Esses medicamentos contêm substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. No entanto, a popularização trouxe um lado sombrio. O uso indiscriminado cresceu assustadoramente. Além disso, o mercado ilegal se expandiu na mesma proporção. Por isso, a Anvisa decidiu agir com firmeza.

A diretoria-colegiada da agência discute esta semana uma proposta. O texto prevê novos procedimentos e requisitos técnicos. Assim, a Anvisa quer coibir o comércio ilegal. A agência também criou grupos de trabalho. Eles darão suporte ao controle sanitário. Dessa forma, a segurança dos pacientes será garantida.

Conselhos se unem em ação conjunta

Recentemente, três conselhos federais assinaram uma carta de intenção. O Conselho Federal de Medicina (CFM) participou da iniciativa. O Conselho Federal de Odontologia (CFO) também aderiu. Da mesma forma, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) integrou o movimento. A própria Anvisa assinou o documento junto com eles.

O objetivo é promover o uso racional e seguro das canetas emagrecedoras. A proposta também prevê ações educativas. Além disso, haverá troca de informações entre os órgãos. O alinhamento técnico será constante. Portanto, a expectativa é reduzir os riscos sanitários. Práticas irregulares serão combatidas com mais eficiência.

Especialista defende bloqueio temporário

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sbem) fez alertas contundentes. Neutron Dornelas reconhece os benefícios dos medicamentos. Segundo ele, as canetas emagrecedoras revolucionaram o tratamento da obesidade. Elas também ajudam pacientes com diabetes. Contudo, o uso indiscriminado preocupa sobremaneira.

Por exemplo, a Anvisa apreendeu 1,3 milhão de medicamentos irregulares. Além disso, a importação de insumos disparou. Apenas no segundo semestre de 2025, o país importou mais de 100 quilos. Essa quantidade seria suficiente para 20 milhões de doses. Diante disso, Dornelas defende uma medida radical.

Ele sugere o bloqueio da manipulação dessas drogas. O prazo seria de três a seis meses. Até mesmo um ano de suspensão seria aceitável. A justificativa é simples: falta estrutura para fiscalizar. Portanto, o bloqueio seria temporário. Depois disso, medidas mais cabíveis poderiam ser adotadas.

Efeitos colaterais graves exigem atenção

Os benefícios das canetas emagrecedoras são significativos. A semaglutida proporciona perda média de 15% do peso. Já a tirzepatida pode chegar a 25%. No entanto, os riscos não podem ser ignorados. Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas e vômitos. Além disso, problemas gastrointestinais aparecem com frequência.

O maior alerta, porém, é para a pancreatite. A doença já causa 40 mil internações por ano no Brasil. As causas habituais são álcool e pedras na vesícula. Contudo, as canetas emagrecedoras podem agravar esse quadro. Elas retardam o esvaziamento gástrico. Com isso, o líquido da vesícula fica mais tempo parado. Assim, a formação de cálculos se torna mais provável.

Por fim, o médico lista quatro pilares da segurança. O paciente deve usar um produto legal com registro no Brasil. Além disso, precisa de prescrição médica e acompanhamento adequado. A compra deve ocorrer em farmácias confiáveis. Por último, as doses precisam seguir a orientação médica. Sendo assim, os riscos diminuem consideravelmente. A dor abdominal intensa, no entanto, exige atenção imediata. Ela pode ser o sinal de uma pancreatite.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

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