A C.Vale e a Embrapa Florestas reuniram cerca de 80 profissionais em Palotina
Parceria de 15 anos mostrou avanços em clones, adubação e biomassa;

O encontro técnico, na quarta-feira (21), apresentou os resultados de 15 anos de pesquisas sobre o cultivo de eucalipto para produção de energia. Além disso, os participantes visitaram experimentos de campo no período da tarde.
Eucalipto abastece caldeiras e secadores
A C.Vale investe no cultivo de eucalipto desde a década de 1980. Atualmente, a cooperativa mantém seis mil hectares plantados no Paraná. A madeira abastece, principalmente, caldeiras industriais e secadores de grãos. Por exemplo, somente no complexo agroindustrial o consumo chega a 700 toneladas de cavacos por dia. Por isso, a empresa busca aprimorar o padrão da madeira para garantir maior rendimento nas operações.
Abertura reuniu diretores da cooperativa
Primeiramente, o vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron, recebeu os participantes no auditório da sede administrativa. Ele abriu o encontro ao lado do secretário do Conselho de Administração, Walter Dal’Boit, e do diretor de Comercialização, Alexandre Tormen. “Buscamos aprimorar o padrão do eucalipto para garantir o maior rendimento possível e atender às necessidades das nossas operações”, afirmou Pedron.
Tormen ressaltou a importância da continuidade dos estudos e da integração entre empresas, instituições de pesquisa e universidades. “Essa parceria contribui para aumentar a eficiência energética, reduzir custos e fortalecer a segurança dos processos”, destacou o diretor.
Seis palestras mostraram os resultados
Durante a manhã, seis apresentações abordaram o cenário da biomassa de eucalipto e o desempenho silvicultural e energético de diferentes clones. Ao mesmo tempo, os pesquisadores apresentaram estudos sobre espaçamento de plantio, adubação química, aplicação de dejetos líquidos de suínos e uso da madeira para energia. Pesquisadores da Embrapa Florestas, profissionais da C.Vale e um representante da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Palotina, conduziram os temas.

De acordo com o gerente do Departamento de Grãos, Alcemir Chiodelli, os trabalhos ajudam a compreender os fatores que influenciam o desenvolvimento das árvores. “As informações obtidas ao longo desse período contribuem para elevar o desempenho dos plantios e desenvolver alternativas energéticas mais eficientes para o agronegócio”, destacou Chiodelli.
Visitas de campo fecharam o dia
Em seguida, os participantes seguiram para as fazendas Piquiri e Floresta, no interior de Palotina e Assis Chateaubriand. Nas propriedades, o grupo acompanhou avaliações de clones, espaçamentos de plantio, adubações minerais e uso de dejetos líquidos de suínos. Assim, os visitantes relacionaram o conhecimento apresentado pela manhã às condições do campo. Igualmente, o grupo trocou experiências com os pesquisadores e aprofundou as discussões sobre a produção de madeira para energia.

Demanda por biomassa cresce no Oeste
O coordenador do projeto, engenheiro florestal e pesquisador da Embrapa Florestas, Guilherme Andrade, avaliou que o encontro aproximou o conhecimento científico das práticas de produção. “A expansão das atividades agroindustriais amplia a demanda por biomassa na região. O projeto reúne esforços para fortalecer as bases técnicas da produção de madeira para fins energéticos no Oeste do Paraná”, explicou o pesquisador.
Conforme Andrade, os estudos avaliam materiais genéticos, espaçamento, densidade populacional, fertilidade do solo e práticas de manejo. Portanto, a parceria entre C.Vale e Embrapa Florestas segue fortalecendo a produção de madeira para energia no Oeste do Paraná.
Fonte: Assessoria de Comunicação da C.Vale
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