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Maio Furta-Cor alerta para saúde mental materna 

A campanha Maio Furta-Cor deste ano foca na saúde mental materna. Ambulatório do HUM atendeu 130 gestantes de alto risco.

Redação 104 News

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Maio Furta-Cor alerta para saúde mental materna 

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A campanha Maio Furta-Cor iniciou neste mês com um tema central. A iniciativa foca na saúde mental materna durante a gestação. No Hospital Universitário (HUM) da UEM, o atendimento já acontece. O Ambulatório de Pré-Natal de Alto Risco recebe gestantes de toda a região. Essas mulheres vêm da 15ª Regional de Saúde do Paraná. As principais queixas envolvem o esgotamento emocional. Além disso, a sobrecarga associada à gestação de alto risco preocupa. Em muitos casos, as mães vivenciam essa experiência de forma solitária. Portanto, o apoio psicológico se torna fundamental.

A psicóloga do Ambulatório, Denise Akutagava, forneceu dados importantes. O serviço atendeu 130 mulheres entre outubro e abril. Esse período compreende os últimos sete meses. O Serviço de Psicologia Hospitalar do HUM fundou o ambulatório. Em média, o setor atende de 15 a 20 mulheres mensalmente. A equipe realiza busca ativa em prontuários. Além disso, recebe encaminhamentos por unidades de saúde. Essas unidades cobrem toda a região de Maringá. Dessa forma, o serviço alcança um grande número de gestantes.

Sobrecarga doméstica soma-se a sintomas como tristeza e insônia

Os principais relatos das pacientes seguem um padrão comum. As mulheres sentem apreensão e medo com a situação. Muitas percebem que o companheiro não compreende suas angústias. Os parceiros não vivenciam a gestação diretamente. As angústias também se revelam do lado dos homens. Nesse cenário, as atendidas apresentam sintomas característicos. Tristeza, angústia, ansiedade e perda de sono são frequentes. Esse conjunto de sintomas se articula com alterações hormonais da gravidez. Além disso, a dificuldade em buscar suporte emocional agrava o quadro.

A sobrecarga de atividades domésticas também aparece nos relatos. Essa questão já afeta a vida das mulheres sem gravidez. O fato de assumir funções não remuneradas pressiona ainda mais. Cuidar da casa e dos filhos consome muita energia. Além disso, muitas precisam trabalhar fora de casa. Essa combinação gera mais sintomas de esgotamento emocional. Em muitos casos, as gestantes de alto risco executam tarefas incompatíveis. Pegar peso ou ficar muito tempo em pé agrava os riscos. Portanto, a situação exige atenção redobrada da equipe de saúde.

Participação masculina é diminuta e essencial para o bem-estar

As mulheres atendidas no HUM carecem de ajuda masculina. Maridos, ex-maridos, irmãos e pais participam pouco. Muitos não acompanham as visitas ao Hospital. As alegações das mulheres sobre essa ausência variam. Alguns homens alegam questões laborais como justificativa. Outros demonstram ausência de vínculo emocional no momento. A participação do homem, porém, é fundamental nesse período. A chance de um desfecho desfavorável é maior em gestações de alto risco. Isso traz muito sofrimento psíquico para a mulher.

Quando a responsabilidade é compartilhada, a gestante se sente mais leve. Isso ocorre mesmo que a gestação aconteça no corpo da mulher. A observação fica mais clara quando o genitor fica ausente. A falta de acompanhamento nas consultas de saúde prejudica o bem-estar. Dessa forma, a campanha Maio Furta-Cor alerta para essa realidade. A saúde mental materna merece atenção especial neste mês. A sociedade precisa se mobilizar para apoiar essas mulheres.

Fonte: UEM/Assessoria de Imprensa

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