Os tradicionais orelhões, telefones públicos que marcaram gerações, já têm data para aposentadoria definitiva: 31 de dezembro de 2028. Lançados em 1972, com design da arquiteta Chu Ming Silveira, os aparelhos chegaram a somar mais de 1,5 milhão de unidades espalhadas pelo Brasil.
Durante décadas, concessionárias de telefonia fixa mantiveram a rede como contrapartida obrigatória do serviço. Entretanto, os contratos de concessão, firmados em 1998, terminaram em dezembro de 2025, abrindo espaço para mudanças profundas no setor.
Com o fim das concessões, a Anatel adaptou os contratos para o regime de autorizações de serviço, prevendo a extinção gradual dos telefones públicos. Assim, a agência abriu espaço para discutir um novo modelo de telecomunicações, com foco em estimular investimentos em redes de banda larga.
Nesse cenário, concessionárias celebraram acordos com a administração pública para migrar do sistema de telefonia fixa (STFC) para a modalidade de autorização, regida pelo regime privado. Além disso, a transição ganhou complexidade devido à crise financeira da Oi, que enfrenta processo de falência desde 2016.
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Apesar da extinção programada, cerca de 9 mil telefones públicos continuarão funcionando em cidades sem cobertura mínima de 4G. A maior parte desses aparelhos está em São Paulo, e sua localização pode ser consultada no site da Anatel.
Segundo a agência, as empresas assumiram compromisso de manter o serviço de voz em localidades onde forem as únicas prestadoras até o prazo máximo de 2028. Além disso, elas deverão investir em infraestrutura de telecomunicações, como fibra óptica, antenas de telefonia celular, cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.
A base mais adaptada é a da Oi, que ainda conta com 6.707 unidades. Já Vivo, Algar e Claro/Telefônica desligarão suas redes em 2026, restando cerca de 2 mil orelhões sob sua responsabilidade.
Destacamos que a empresa Sercomtel mantém outros 500 aparelhos em Londrina e Tamarana, no Paraná, que só poderão ser retirados após a adaptação necessária.
Há ainda orelhões cuja manutenção não é obrigatória. Nesses casos, o desligamento pode ser solicitado diretamente às operadoras. Caso não atendam, o pedido pode ser feito à Anatel, pelo telefone 1331 ou pelo portal da agência na internet.
O desligamento dos orelhões simboliza o fim de um ciclo na história das telecomunicações brasileiras. Ao mesmo tempo, abre caminho para novos investimentos em tecnologia, ampliando o acesso à banda larga e fortalecendo a conectividade em todo o país.
Portanto, o resultado esperado é uma rede mais moderna, eficiente e capaz de atender às demandas da sociedade digital.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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