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Polícia Civil apura sequestro e cárcere privado

Polícia Civil apura sequestro e cárcere privado. Vítima de 68 anos foi interceptada pela PM e quatro suspeitos foram indiciados.

Redação 104 News

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Polícia Civil apura sequestro e cárcere privado

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A Polícia Civil apura um caso de sequestro e cárcere privado em Douradina, no Paraná. A vítima, M. M. de J., de 68 anos, teria sido alvo de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as informações, a facção determinou sua execução. O motivo seriam supostas acusações de crimes contra a dignidade sexual. A vítima, no entanto, negou as acusações. Além disso, os envolvidos foram até sua residência. O imóvel fica em uma propriedade rural na Comarca de Umuarama. Então, eles a convenceram a acompanhá-los. Durante o deslocamento, a vítima permaneceu sob domínio dos autores. Isso durou pouco mais de uma hora. Enquanto isso, a Polícia Militar abordou o veículo na Avenida Brasil, em Douradina.

Ação interceptada pela PM

No automóvel estavam U.V.S.M., R.F.S., E.A. e E.N. Durante a abordagem, os policiais localizaram a vítima no interior do veículo. Também apreenderam uma pistola Browning calibre 9mm. O armamento tinha 12 munições intactas. Além disso, os policiais recolheram balaclava, luvas, fitas adesivas e abraçadeiras plásticas. Apreenderam ainda aparelhos celulares. Conforme as informações levantadas, os suspeitos submeteriam a vítima a um “tribunal do crime”. Consequentemente, ela correria risco de execução.

Indiciamentos e medidas

A Polícia Civil indiciou os quatro investigados. Em tese, eles responderão por sequestro e cárcere privado. A tipificação está no artigo 148 do Código Penal. Também responderão por associação criminosa majorada. O emprego de arma de fogo agrava essa acusação. O artigo 288, parágrafo único, do Código Penal embasa o indiciamento. Por fim, a PC aponta posse ou porte ilegal de arma de fogo. A acusação inclui acessório ou munição de uso restrito. Essa conduta está no artigo 16 da Lei nº 10.826/2003. Os investigados permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil encaminhou o inquérito policial ao Poder Judiciário. Posteriormente, o Ministério Público apreciará o caso. A Polícia Civil segue trabalhando para esclarecer os fatos. Dessa forma, busca detalhar todas as circunstâncias da ação criminosa.

Versões e investigação

No relatório da PM consta uma informação adicional. Os suspeitos pretendiam executar o filho da vítima também. A PCPR recebeu questionamento sobre a motivação. O questionamento pergunta se o motivo é o mesmo alegado contra o pai. Em resposta, nenhum dos suspeitos confessou os fatos. Dois deles optaram por permanecer em silêncio. Os outros dois afirmaram que davam uma carona à vítima. As informações sobre a motivação vêm da vítima e dos policiais militares. O mesmo vale para a existência do “tribunal do crime” e da intenção de execução. Quanto ao filho da vítima, a Polícia Civil esclarecerá as circunstâncias depois. A elucidação depende da oitiva dele e do avanço das diligências. Sobre os demais questionamentos, a Polícia Civil ratificou a nota da PM. Portanto, a investigação segue aberta. Novas informações devem surgir com o prosseguimento do inquérito.

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